Decisão do TSE deve deixar Marconi inelegível

Político goiano quer se candidatar a deputado em 2022

Nesta terça-feira, 02, o Tribunal Superior Eleitoral concluiu o julgamento do pedido de habeas corpus movido pelo ex-governador de Goiás, Marconi Perillo. Por unanimidade, os ministros negaram o recurso ao político, destrancando assim a ação penal por falsidade ideológica durante sua campanha para o Senado, em 2006.

Agora a ação penal poderá ser julgada pela Justiça Eleitoral de Goiás. Além de falsidade ideológica, Marconi é acusado  de associação criminosa, fraude processual e peculato. Segundo o Ministério Público Eleitoral, Perillo teria praticado compra de votos mediante emissão de notas frias e pagamentos a “laranjas” por meio de caixa 2.

Marconi, no pedido de trancamento, alegou que não existe causa para o processo seguir. No mesmo dia da decisão do TSE, Perillo anunciou durante reunião da cúpula do PSDB, em Goiânia, que deve se candidatar a deputado federal em 2022.

Alexandre de Moraes, que deu voto-vista na decisão, alegou que na época da denúncia, a regra da necessidade de autorização da Assembleia Legislativa de Goiás para investigar Marconi havia perdido a razão de ser, não sendo motivo para parar o processo.

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