Decretada prisão de suspeita de realizar procedimento estético em carioca

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão temporária de Danielle Cândido Cardoso, suspeita de fazer um procedimento estético que resultou na morte da microempresária Fernanda de Assis, de 29 anos. A vítima foi submetida a um preenchimento de glúteos no dia 4 de outubro e morreu no último sábado (13), após sofrer uma parada cardiorrespiratória em casa.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, Fernanda chegou ao hospital com lesões em suas nádegas. Em um vídeo publicado pelo marido de Fernanda nas redes sociais o homem afirma que Danielle chegou a oferecer R$ 1 milhão para que seu nome não fosse revelado à polícia.

A decisão de decretar a prisão de Danille foi da juíza Lívia Bechara de Castro, do Plantão Judicial do Tribunal de Justiça do Rio, que também expediu mandado de busca e apreensão na casa e no local de trabalho de Danielle. A investigação do caso continua sendo feita pela Polícia Civil.

(Informações: Agência Brasil)

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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