Decretada prisão dos policias envolvidos em execuções em Senador Canedo

Menor suspeito de cometer o assalto é identificado

Foi decretada hoje (30), pelo juiz Thuilo Marco Miranda, a prisão temporária dos PMs investigados Paulo Márcio Tavares e Gilmar Alves Dos Santos, e também a suspensão das funções públicas de Solimon José Martins e Flávio da Penha Gomes. Todos os policiais militares são investigados no caso de Senador Canedo. Em que o auxiliar de produção Tiago Ribeiro Messias foi baleado e morreu, enquanto era feito refém durante um assalto no último sábado (25). O menor suspeito de cometer o assalto também foi atingido e morreu no local.

Paulo Márcio e Gilmar Alves desceram da viatura com suas armas em punho e dispararam diversas vezes. Um vídeo divulgado na última terça-feira (28), feito por uma câmera de segurança no local, mostra como foi a atuação dos policiais. Nas imagens, é possível ver Tiago baleado, sendo retirado do carro pelos PMs, e colocado em uma viatura. Ao fundo é possível ver o corpo do menor que teria assaltado o veículo. Enquanto isso, outro militar entra no carro da vítima e efetua vários disparos. Em seguida os agentes atiraram várias vezes nos pneus do carro, nos locais em que as vítimas estavam posicionadas e também de dentro do veículo, em direção ao para-brisa.

O menor de 17 anos, suspeito que também foi atingido e morreu no local, foi identificado hoje no IML de Aparecida, como Marco Antônio pereira de brito.

Relembre o caso pelo link:

Acompanhe o caso e a repercussão da morte de refém em Senador Canedo

 

 

Larissa Madalena

🔔Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp

BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp