Caso Orelha: defesa contesta autoria por adolescente com vídeo do cão andando após o horário das agressões
O inquérito foi concluído na terça-feira (3), e a Polícia Civil pediu a internação provisória do jovem, apontado como responsável pelas agressões. Os advogados negam que ele tenha participado.
Vídeo mostra Orelha andando na calçada após o horário estimado da agressão, confirma a polícia.
A defesa do adolescente apontado como responsável pelas agressões ao cão comunitário Orelha divulgou um vídeo que, segundo os advogados, mostra o animal caminhando pela vizinhança por volta das 7h do dia 4 de janeiro. Esse horário seria posterior ao período indicado pela Polícia Civil como o provável momento da agressão, estimado em 5h30.
O inquérito foi concluído na terça-feira (3), e a Polícia Civil pediu a internação provisória do jovem. Os advogados negam que o adolescente tenha participado das agressões e afirmam que o vídeo contradiz a linha do tempo apresentada pela polícia.
A delegada Mardjoli Valcareggi confirmou que o vídeo é verdadeiro, mas reforçou que a Polícia Civil nunca afirmou que o cão morreu logo após as agressões. Nas imagens, é possível ver dois cachorros na calçada. Orelha, que aparece à esquerda, sai de um arbusto e segue caminhando pela rua.
À NSC TV, o advogado Alexandre Kale declarou que o vídeo evidencia a “fragilidade dos indícios”. Ele disse que não existem imagens do momento da agressão nem testemunhas que tenham presenciado o crime. Segundo o defensor, também não é possível determinar com precisão quando o cachorro morreu, já que o período em que ele ficou desaparecido seria amplo.
A delegada explicou que testemunhas viram o animal ferido no dia 4, e que pessoas responsáveis pelo resgate relataram, no dia 5, que o estado de saúde dele havia piorado. Ainda de acordo com ela, depoimentos e laudos mostram que a lesão evoluiu ao longo de dois dias.
A Polícia Civil também analisou imagens de câmeras de segurança que, segundo a investigação, apontam contradições no depoimento do adolescente. Os nomes, idades e locais de residência dos envolvidos não foram divulgados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante sigilo em casos que envolvem menores de 18 anos.




