A defesa de Jair Bolsonaro voltou a protocolar um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) em busca da concessão de prisão domiciliar humanitária. O novo requerimento foi feito nesta terça-feira (13/1) e destaca a queda do ex-presidente dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal. Os advogados argumentam que a queda representa um incidente sério que pode alterar a avaliação anterior sobre o caso.
De acordo com o pedido, Bolsonaro caiu de sua própria altura na noite de 6 de janeiro, bateu a cabeça e precisou de atendimento médico de emergência. Ele foi encaminhado ao Hospital DF Star, onde passou por exames como tomografia e ressonância magnética. A defesa solicita ao ministro Alexandre de Moraes que reconsidere a decisão de não conceder a prisão domiciliar, sugerindo também uma avaliação médica independente para avaliar se a saúde do ex-presidente é compatível com o ambiente prisional.
Os advogados destacam que a queda resultou em um traumatismo craniano, confirmando os riscos à saúde já apontados em laudos médicos anteriores. A defesa ressalta a idade avançada do ex-presidente, 70 anos, e os problemas de saúde decorrentes de cirurgias anteriores e do atentado a faca que sofreu em 2018. Doenças cardiovasculares, pulmonares, neurológicas e metabólicas, juntamente com o uso de medicamentos que afetam o sistema nervoso central, aumentam o risco de acidentes, conforme argumentam os advogados.
Os relatórios médicos anexados ao pedido indicam uma fragilidade clínica considerável de Bolsonaro, com alto risco de desmaios e novas quedas. Um parecer fisioterapêutico revela que o ex-presidente possui dificuldade para se manter em pé sem auxílio, perda de massa muscular e comprometimento do equilíbrio. Os advogados argumentam que a situação é tão grave que Bolsonaro precisa de assistência contínua durante a noite para evitar novos acidentes, inclusive pela dificuldade em realizar deslocamentos simples.
Diante do ocorrido, a defesa contesta as razões anteriores de Moraes para negar o pedido de prisão domiciliar, argumentando que o acidente demonstra um agravamento na situação e a falta de capacidade do sistema prisional em prevenir incidentes similares. A decisão final do STF sobre o pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro aguarda a análise do ministro responsável pelo caso.




