Defesa de Filipe Martins confronta acusações de Mauro Cid e busca prova de inocência

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A defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, confrontou as acusações feitas por Mauro Cid e negou enfaticamente qualquer ligação com a minuta do golpe mencionada pelos investigadores. Os advogados afirmam que desde 2023, as autoridades já possuíam informações sobre a geolocalização de Martins no Brasil, contudo, mesmo assim, foi decretada sua prisão por seis meses. Diante desse cenário, a defesa entrou com um questionamento no inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal sobre a suposta trama de golpe no país após as eleições de 2022.

A equipe de advogados de Filipe Martins sustentam que o ex-assessor não teve qualquer participação na produção da minuta mencionada pela Polícia Federal e rejeitam veementemente as alegações feitas por Mauro Cid em sua delação. Nesse sentido, na última quarta-feira (26), o advogado Sebastião Oliveira interpôs uma representação no STF solicitando que a defesa seja ouvida após a retirada do sigilo da delação de Mauro Cid. A defesa argumenta que, por lei, tem o direito de ser ouvida após as acusações de um delator, e solicita a anulação da referida delação por falta de provas, elementos contraditórios e por questionamentos sobre a condução do caso pelo ministro Alexandre de Moraes.

Filipe Martins figurou entre os 37 indiciados pela PF, sendo detido preventivamente por seis meses sob a acusação de ter deixado o Brasil no avião presidencial de Bolsonaro com destino aos Estados Unidos em dezembro de 2022. A justificativa para sua prisão foi a existência de “fortes indícios” de que teria fugido do país. A PF alegou que Martins fazia parte do “núcleo jurídico” do grupo e auxiliava Bolsonaro na produção de minutas para a decretação do estado de sítio e mudança do resultado eleitoral.

Após a apresentação de provas documentais pela defesa, Filipe Martins foi libertado ao comprovar que não deixou o Brasil junto com Jair Bolsonaro em dezembro de 2022. No entanto, o relatório da PF indicou registros de entrada nos Estados Unidos, o que levantou dúvidas sobre a veracidade dessas informações. A equipe de defesa de Martins acompanha uma investigação nos EUA para verificar possíveis falsificações nas informações divulgadas por um site estrangeiro. Além disso, questionam as contradições presentes na delação de Cid.

Dessa forma, em meio a um cenário de intensa tensão política e jurídica, a defesa de Filipe Martins busca esclarecer os fatos e provar a inocência do ex-assessor de Bolsonaro. A batalha nos tribunais e a investigação nos Estados Unidos evidenciam a complexidade do caso e a importância de garantir o direito à ampla defesa e ao contraditório. Enquanto isso, o desenrolar desse processo permanece em destaque nos meios de comunicação e na opinião pública.

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