Delegada dá dicas para evitar golpes e curtir o carnaval com segurança

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‘De Manual de sobrevivência’ do carnaval: veja golpes mais comuns e dicas de
segurança e bem-estar

Autoridades da segurança listaram armadilhas mais comuns e reuniram orientações
básicas de segurança para a folia na rua.

Delegada dá dicas para não cair em golpes no carnaval

A DE preparou um “manual de sobrevivência” para curtir o
carnaval sem golpes ou contratempos. Autoridades da segurança listaram
armadilhas mais comuns e reuniram orientações básicas de segurança para a folia
na rua.

Você vai ver nesta reportagem:

A lista de golpes mais comuns — e como se proteger deles;
Cuidados com seu celular — e as funções para aumentar a segurança;
Orientações sobre a carteira — e cartões de banco;
Recomendações de saúde — e alertas de mal-estar.

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, recomendou buscar
sempre os cortejos carnavalescos oficiais. “Evitem blocos clandestinos e deem
preferência àqueles que são regularizados, pois contam com uma estrutura
planejada, com segurança, banheiros e outros serviços”, orientou.

A delegada Patrícia Alemany, titular da Delegacia de Atendimento ao Turista
(Deat), alertou para extorsões e preços abusivos. “Antes de consumir qualquer
produto, pergunte o preço e veja se concorda. Na hora de pagar com cartão,
confira se o valor na máquina corresponde ao combinado. Nos blocos, se possível,
prefira pagar em dinheiro.”

1. LISTA DE GOLPES MAIS COMUNS

Boa noite, Cinderela: quando uma pessoa é drogada sem o seu conhecimento,
geralmente por meio da adição de substâncias em bebidas ou alimentos. A droga
faz com que a vítima fique inconsciente ou com seus sentidos comprometidos,
facilitando o roubo de seus pertences, como dinheiro, cartões de crédito,
documentos e celulares. Prevenção: Não aceite bebidas de estranhos e não
deixe seu copo sem supervisão. Copos térmicos e os com tampa ou bocal pequeno
são uma alternativa para evitar correr risco com este tipo de golpe.

Golpe da maquininha: criminosos trocam o terminal por um falso, instalam um
dispositivo para copiar os dados bancários ou até mesmo usam um leitor para
clonar o cartão da vítima. Prevenção: Não tire os olhos da maquininha e
confira o valor da transação antes de digitar a senha ou pagar por
aproximação.

Golpe do PIX: Ao realizar uma cobrança via PIX, os estelionatários trocam a
maquininha por outra, que vai passar um valor muito maior quando a vítima
abre o aplicativo do banco. Prevenção: Sempre confira o valor da transação
na maquininha ou no celular.

Golpe do beijo: O criminoso se aproxima da vítima e a beija, seja à força
ou de forma consensual. A pessoa, muitas vezes com a ajuda de comparsas,
aproveita o momento de distração para furtar os pertences, como celular,
carteira ou documentos. Prevenção: Fique atento com os itens pessoais.

Golpe da confusão: de forma proposital, os criminosos criam uma confusão,
como um empurra-empurra ou uma briga falsa, para distrair as vítimas e furtar
seus pertences. Os bandidos se aproveitam da desordem para pegar celulares,
carteiras e outros objetos de valor das pessoas ao redor. Prevenção: Em situações
de tumulto, se afaste e proteja seus pertences. Caso haja briga, procure o
agente de segurança mais próximo.

Golpes com ingressos falsos: os criminosos vendem ingressos em links falsos
para festas e eventos, sempre utilizando um layout parecido com o do site
original. Os preços costumam ser menores que o habitual para atrair a vítima.
Prevenção: Utilize apenas sites oficiais ou pontos de venda autorizados
para efetuar a compra dos ingressos.

Golpe do contato: essa tática envolve criar uma situação de proximidade
física deliberada, seja apertando a vítima em uma multidão ou distraindo-a
com um contato físico, como agarrar a sua bolsa. Normalmente, os criminosos
agem em grupo passando o item furtado de mão em mão e dificultando o
reconhecimento de quem atacou primeiro. Prevenção: Preste atenção a
esbarrões e movimentos suspeitos na multidão e procure o agente de segurança
mais próximo.

2. CUIDADOS COM SEU CELULAR

Evite ao máximo usar o celular no meio do bloco. Se puder, leve um
aparelho mais velho, sem aplicativos de banco e informações pessoais.
Certifique-se de ter um seguro abrangente para o aparelho, cobrindo danos
acidentais, roubo ou perda.
Guarde bem o telefone: jamais deixe no bolso de trás da calça ou em local
não visível.
Dê preferência ao uso de doleira, mantendo seus pertences por dentro da
roupa — o que dificulta a ação dos criminosos.
Desabilite o pagamento por aproximação e prefira digitar a senha. Lembre
que a função costuma aprovar compras de até R$ 200; então se, no meio da
multidão, alguém passar muito próximo de você com uma máquina ativada, pode
conseguir transferir até esse valor sem você perceber.
Não se conecte em redes de wi-fi de pequenos estabelecimentos e prefira as
redes metropolitanas, que pedem cadastro e senha para o usuário. Redes
abertas não têm tanta segurança e podem deixar os dados pessoais expostos a
pessoas mal-intencionadas.
Utilize sempre o procedimento de bloqueio da tela de início do celular.
Ajuste os limites máximos das transações por celular no aplicativo do seu
banco.
A senha do banco deve ser exclusiva, não a use em outros aplicativos.
Jamais anote a combinação em blocos de notas, e-mails, mensagens de WhatsApp
ou outros locais em seu celular e nunca utilize o recurso de “lembrar/salvar”
em navegadores e sites.
Ative a autenticação em dois fatores no app do banco.
Em caso de roubo ou furto, notifique imediatamente o banco para que as
medidas adicionais de segurança sejam adotadas, especialmente o bloqueio do
app do banco e senha de acesso.
Avise a operadora de telefonia para o bloqueio imediato da linha e registre
o Boletim de Ocorrência perante a autoridade policial.
Defina alertas de transações em suas contas bancárias para identificar
atividades suspeitas;
Revise regularmente o extrato bancário para detectar qualquer
movimentação não autorizada. Se verificar um PIX ou um pagamento com um valor
diferente do que o acordado com o vendedor ou prestador de serviço, comunique
imediatamente ao banco, para reverter a operação e recuperar o dinheiro.
Cadastre seu aparelho no aplicativo Celular Seguro, criado pelo governo
federal justamente para inibir roubos. O serviço possibilita que quem tiver o
celular roubado ou furtado avise de uma só vez várias instituições parceiras do
governo, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e bancos, dificultando
o acesso de criminosos a aplicativos. Entenda como o serviço funciona
e veja mais informações no vídeo abaixo.

3. ORIENTAÇÕES SOBRE A CARTEIRA

Cuide do seu cartão e não o guarde solto em bolsos ou bolsas. Isso pode
facilitar o pagamento por aproximação em situações de aglomeração.
Ao comprar algo na rua, nunca entregue seu cartão para alguém inserir na
maquininha e realizar o pagamento. Sempre faça este processo você mesmo.
Ao digitar sua senha, garanta que não esteja visível para quaisquer
pessoas ao seu redor.
Não aceite realizar pagamentos se o visor da maquininha estiver
danificado, impedindo que você veja o valor real que está pagando.
Sempre verifique o valor digitado na maquininha e peça o comprovante
impresso. Também configure no app dos bancos o envio de alertas de SMS a cada
transação.
Se algum vendedor informar que precisa passar o cartão novamente, desconfie.
Verifique o valor e se houve alguma cobrança diferente pelo
aplicativo do seu banco. Ou peça a guia impressa da última transação para se
certificar de que não irá pagar 2 vezes pela compra.
Caso o vendedor necessite pegar seu cartão, verifique se o cartão devolvido
é realmente o seu.
Em caso de roubo, comunique imediatamente o banco e registre um boletim de
ocorrência.

4. RECOMENDAÇÕES DE SAÚDE

Insolação

Em um tempo de exposição considerado curto, de até 3 horas, quando há hidratação
constante, os riscos são relativamente pequenos. Mas, nos blocos de carnaval,
onde a exposição ao sol costuma ser constante, por muitas horas e, geralmente,
no horário de pico do sol, os riscos à saúde aumentam.

Especialistas alertam que, nesses casos, em um período de 40 minutos a 1 hora, a
queimadura já pode acontecer, caso não haja uma proteção solar adequada.

Além de poder provocar queimaduras na pele, a insolação tem sintomas como:

Tontura;
Mal-estar;
Vertigem;
Fadiga;
Dor de cabeça;
Dificuldade de concentração;
Desmaio.

A insolação pode ser combinada também com um quadro de desidratação (veja mais
abaixo os sintomas da desidratação e como se prevenir).

Como se prevenir da insolação?

Os especialistas indicam que as principais medidas para evitar a insolação são:

Se hidratar constantemente, seja com água, sucos ou isotônico. A ingestão de
líquidos evita a desidratação e minimiza os efeitos de uma possível
insolação. Atenção: bebidas alcoólicas não são indicadas para se hidratar;
Usar roupas leves, que não apertem o corpo;
Utilizar chapéu ou boné. Proteger a cabeça é essencial para evitar o
superaquecimento do corpo, além de evitar queimaduras no couro cabeludo e
bloquear parcialmente a radiação solar;
Passar protetor solar. É importante aplicar antes de sair de casa e,
idealmente, levar para que, ao longo do dia, possa ser reaplicado em um
intervalo de aproximadamente três horas;
Nos momentos mais quentes do dia ao longo do carnaval, tentar permanecer na
sombra, ou em locais menos abertos.

Desidratação

Assim como a insolação, a desidratação é outro problema causado pela exposição
constante ao sol e ao calor.

Ela pode estar associada a um quadro de insolação, tendo sintomas bastante
semelhantes aos listados acima. A perda da coordenação motora também é algo
comum em quem começa a desidratar.

Professor e chefe da disciplina de neurocirurgia da Unifesp, Feres Chaddad
pontua que a combinação com a grande ingestão de álcool que normalmente acontece
no carnaval pode agravar ainda mais um cenário de desidratação.

Quando o indivíduo ingere álcool, ele acelera o processo de desidratação. A
bebida potencializa esse efeito do calor e ainda contribui para a perda de
coordenação motora, explica.

Como se prevenir da desidratação?

Entres as principais dicas para prevenir a desidratação no carnaval estão:

Ingerir líquidos constantemente, que podem ser água, sucos ou isotônico.
Atenção: bebidas alcoólicas não são indicadas para se hidratar;
Utilizar chapéu ou boné. Proteger a cabeça é essencial para evitar o
superaquecimento do corpo e, consequentemente, quadros de desidratação;
Nos momentos mais quentes do dia ao longo do carnaval, tentar permanecer na
sombra, ou em locais menos abertos.

Ressaca

Além de prejudicar a coordenação motora e contribuir para a desidratação, a
bebida em excesso pode causar uma velha conhecida de celebrações como o
carnaval: a ressaca.

Sendo o resultado da intoxicação pelo álcool, a ressaca tem como principais
características:

dor de cabeça;
mal-estar;
gosto ruim na boca;
sede excessiva;
enjoo;
cansaço.

Exagerar na bebida durante a folia pode gerar não só um dia seguinte com uma
sensação bem desagradável como agravar os já citados sintomas da insolação e da
desidratação.

Como evitar a ressaca no carnaval?

Os especialistas reforçam que a melhor dica para não ficar de ressaca é beber
moderadamente. Mas, se não for esse o caso, eles recomendam:

Evitar beber de estômago vazio. Ingerir álcool em jejum acelera a absorção da
bebida, contribuindo para ficar de ressaca mesmo com quantidades menores de
álcool ingerido;
Se hidratar durante o consumo de álcool. Os especialistas indicam que o ideal
é que se beba um copo de água para cada dose de bebida. A água ajuda a diluir
o álcool no estômago, diminuindo a chance de uma ressaca no dia seguinte.

Infecções sexualmente transmissíveis

Para quem cai na folia querendo aproveitar um ou mais beijos, as infecções
sexualmente transmissíveis (ISTs) podem ser um problema.

De acordo com os especialistas, não há beijo totalmente seguro, e muitas doenças
podem ser transmitidas atrás da boca ou da saliva.

Entre as doenças mais comuns que são contraídas dessa forma estão:

Mononucleose – conhecida como febre ou doença do beijo, é uma infecção viral
que pode causar febre, dor de garganta e dor nas articulações. Os sintomas
também incluem inchaço no pescoço e nos olhos e manchas brancas na garganta;
Herpes labial – caracterizada pela coceira e ardência na região do lábio, a
herpes pode evoluir para o surgimento de pequenas bolhas e feriadas na boca.
Também é uma infecção viral transmitida no contato com a saliva ou a boca da
pessoa infectada;
Sapinho – tem o nome científico de candidíase oral e é provocada por um
fungo. Os principais sintomas incluem o surgimento de placas esbranquiçadas
na língua, lábios e céu da boa. O quadro pode se agravar em adultos que têm
imunidade baixa;
Sífilis – é uma infecção bacteriana que pode se manifestar de diversas
formas, inclusive com o aparecimento de uma ferida na boca;
Outras doenças infecciosas como gripe, catapora, sarampo, caxumba e Covid-19.

Como prevenir doenças transmitidas pela saliva?

Tentar observar se a pessoa que você vai beijar tem algum dos sintomas
visuais citados acima, como feridas na boca;
Se vacinar contra doenças infecciosas com imunizantes já disponíveis para a
população, entre elas, a vacina da gripe, catapora, sarampo, caxumba e
Covid-19.

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