A Polícia Federal investiga a suspeita de que o delegado e o ex-secretário tenham recebido propina de uma advogada, também presa nesta segunda-feira, para interferir num processo de extradição do traficante holandês Gerel Lusiano Palm, de 38 anos, preso em 2021, no Rio, por tentativa de homicídio, porte ilegal de armas e tráfico de drogas. Os investigadores descobriram ainda que o traficante Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão — preso desde setembro do ano passado na mesma operação de TH Joias — estaria pagando ao delegado para evitar que Gerel fosse extraditado, embora o delegado Fabrizio não fosse do caso.
Na rede social, o delegado da Polícia Federal Fabrizio Ramano, preso nesta segunda-feira, costumava compartilhar reflexões sobre a própria carreira e episódios que, segundo ele, “marcaram sua trajetória na corporação”. Ramano afirmou ter adotado uma rotina de estudos “extremamente rígida” para se preparar para a carreira e que manteve uma determinação total em suas atividades profissionais.
Em uma das postagens, ele descreveu ter iniciado uma rotina de participação em operações e diligências contra organizações criminosas. Em uma das ações, participou de uma grande apreensão de drogas, descrita por ele como um dos momentos mais marcantes do início de sua carreira na Polícia Federal.
No entanto, durante a Operação Anomalia, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, cumpridos na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com a investigação, as provas colhidas indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.
Thiego Raimundo, o TH Joias, não foi alvo da Operação Anomalia. Ele perdeu o mandato, em 2025, após outro parlamentar, de quem era suplente, ter retornado à Assembleia Legislativa após deixar o secretariado estadual. Na época, as investigações apontavam que TH integrava um esquema de corrupção envolvendo a liderança do CV no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos.
Já o ex-secretário de governo Alessandro Pitombeira Carracena teve atuação política nas pastas de Ordem Pública e Esporte e Lazer no Rio, ao lado de Gutemberg de Paula, nome indicado pelo senador Flávio Bolsonaro. Alessandro foi subsecretário de Defesa do Consumidor e, de acordo com as investigações, atuava como intermediário para viabilizar favores e pagamentos indevidos em espécie ao delegado da Polícia Federal envolvido no esquema.
A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no Estado do Rio de Janeiro, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.
No entanto, durante a Operação Anomalia, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, cumpridos na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com a investigação, as provas colhidas indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.




