O delegado Fábio Alvarez Shor, da Polícia Federal, responsável pelo inquérito da tentativa de golpe, que levou à condenação de Jair Bolsonaro (PL), foi nomeado no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeção foi assinada pelo presidente do Corte, ministro Edson Fachin, nesta terça-feira (10/3). Veja:
O cessão de Shor foi um pedido de Moraes à PF. O ofício foi encaminhado para que Fábio Shor passasse a trabalhar no gabinete de Moraes, que é relator no caso da trama golpista.
Shor foi o responsável pelo indiciamento de Bolsonaro, em novembro de 2024, quando concluiu que o ex-presidente era o chefe de uma tentativa de golpe, enquadrando o ex-chefe do Palácio do Planalto pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
O delegado foi designado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em fevereiro do ano passado, para ocupar o cargo de chefe da Divisão de Investigações e Operações, vinculada à Diretoria de Inteligência Policial (DIP).
Shor é conhecido na PF pelo perfil discreto e técnico. Antes, atuava na coordenação de Contrainteligência e atualmente chefia a divisão da área. O delegado assumiu as investigações contra o ex-presidente no início de 2022, quando a delegada Denisse Ribeiro, então responsável pelas apurações, deixou a função para licença-maternidade.
“O delegado Fábio Shor tem se mostrado uma peça fundamental em desvendar a trama golpista que envolve o ex-presidente Bolsonaro”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes em comunicado.
Com os desdobramentos da nomeação de Shor, especula-se sobre os próximos passos no caso e como sua presença no gabinete de Moraes pode influenciar os desdobramentos da investigação.
A repercussão da nomeação de Fábio Shor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes causa impacto na esfera política, refletindo em debates acalorados sobre a condução do caso e a influência da Polícia Federal nesse processo.
Em um desfecho inesperado, a nomeação de Shor para o gabinete de Moraes no STF representa um novo capítulo na trama golpista e levanta questões sobre a continuidade das investigações e o desfecho do caso, gerando expectativas na sociedade quanto aos desdobramentos futuros e à justiça no país.



