Grupo EP de Comunicação, responsável pela EPTV, afiliada da Globo, passou por uma série de demissões nos interiores de São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG), afetando a vida de pelo menos 16 funcionários, além do encerramento das atividades em diversas praças. A empresa também é responsável por outros veículos de comunicação, como a rádio CBN Campinas e o site ACidade On. Segundo informações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), os executivos da empresa alegam enfrentar dificuldades financeiras para manter as contas em dia.
Profissionais da região questionaram a decisão do Grupo EP, especialmente após a empresa ter sido contemplada em um pregão eletrônico para gerir o canal de TV e as redes sociais da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O valor do contrato foi estipulado em R$ 26,9 milhões por ano, o que levanta dúvidas sobre a real situação financeira da empresa. Além disso, a transmissão dos noticiários e atrações esportivas, como o Globo Esporte, passará a ser concentrada na praça de Campinas (SP), mudando o cenário de atuação da EPTV.
As demissões na EPTV envolveram mais do que repórteres e apresentadores, de acordo com informações do site TV Pop. O fundador do TV Pop afirmou que foram mais de 50 desligamentos, incluindo colaboradores em Varginha, no interior de Minas Gerais. O impacto dessas demissões é significativo não apenas para os profissionais afetados, mas também para a cobertura jornalística das regiões atingidas, que podem enfrentar um cenário de menor diversidade de conteúdo.
Diante desse contexto, o Grupo EP se vê diante de questionamentos e críticas por parte da comunidade jornalística e da população em geral. A falta de transparência sobre as reais razões por trás das demissões levanta suspeitas e coloca em xeque a gestão da empresa. Enquanto isso, os profissionais demitidos buscam recolocação no mercado de trabalho e enfrentam incertezas quanto ao seu futuro profissional.
É importante ressaltar que os impactos das demissões vão além do aspecto financeiro, atingindo também a qualidade e diversidade da informação disponível para a população. Manter um quadro de profissionais qualificados e engajados é essencial para garantir uma cobertura jornalística íntegra e plural, o que pode ser comprometido por decisões como as tomadas pelo Grupo EP. Acompanhar o desdobramento dessa situação é fundamental para entender as consequências a longo prazo no cenário da comunicação regional.



