O ex-prefeito Rogério Cruz recentemente apareceu nas redes sociais como se tivesse deixado Goiânia em um estado de perfeito esplendor. No entanto, a realidade revela uma história bem diferente. Cruz, que assumiu o cargo com impressionantes R$ 1,5 bilhão em caixa deixados por Iris Rezende, conseguiu transformar essa bolha de prosperidade em um estrondoso rombo de R$ 3 bilhões. Um feito que, de fato, precisa ser celebrado – mas não como uma conquista, e sim como um verdadeiro exemplo do que não se deve fazer na gestão pública.
A triste consequência de sua administração culminou no rebaixamento da prefeitura para a temida classificação C pela capacidade de endividamento junto ao Tesouro Nacional, um reflexo direto do caos que ele deixou para trás. E enquanto ele se vangloriava nas redes sociais, o que realmente deveria aparecer em seu feed era a realidade das ruas de Goiânia no seu governo: o lixo espalhado por toda parte, um testemunho eloquente da incompetência em lidar com o básico. Afinal, não conseguir nem recolher o lixo é um verdadeiro desafio para um gestor.
Além disso, a administração Cruz foi marcada por escândalos de corrupção, com operações policiais frequentes, literalmente levando a polícia à porta de secretários. A saúde, então, tornou-se um capítulo ainda mais obscuro, com muitos cidadãos perdendo vidas devido à falta de UTIs — um desastre que culminou na prisão do secretário de saúde.
Portanto, ao olhar para o legado deixado por Rogério Cruz, é impossível não sentir uma mistura de incredulidade e indignação. As “mil maravilhas” que ele se gaba de ter deixado em Goiânia, mais parecem uma fábula bem distante da realidade vivida pelos goianienses. O que fica mesmo é uma lição amarga: um bom gestor deve ser lembrado por suas ações, não por suas palavras vazias.
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