Deputada indígena reclama de violência policial em marcha no Congresso: Célia Xakriabá e manifestantes atingidos

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Deputada indígena reclama de violência policial durante manifestação perto do
Congresso Nacional

Polícia legislativa usou gás lacrimogênio e spray de pimenta para conter
confusão, ao final da marcha de integrantes do Acampamento Terra Livre, em
Brasília. Deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) está entre os atingidos.

A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) reclamou da violência policial
durante a marcha do acampamento Terra Livre que aconteceu na noite desta
quinta-feira (10). A parlamentar, que participou da manifestação, foi atingida com
spray de pimenta.

A polícia legislativa utilizou gás lacrimogêneo e spray de pimenta para conter
uma confusão em frente ao Congresso Nacional, no final da marcha dos
indígenas. Diversas etnias participam do Acampamento Terra Livre —
que ocorre desde o último fim de semana.

Em entrevista, nesta sexta (11), a deputada disse que quando percebeu a
agressividade dos policiais com os manifestantes, resolveu entrar na Câmara dos
Deputados “para dialogar e pedir que parassem com a violência”.

Célia Xakriabá diz ainda que a marcha ocorria de forma pacífica, e que quando
estavam descendo a Esplanada não havia nenhuma grade delimitando a área que os
indígenas poderiam ou não acessar.

À imprensa, Célia Xakriabá disse que durante uma reunião convocada pela
Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) para tratar da
organização da marcha, na quarta-feira (9), “um militar teria usado falas de
cunho violento”.

Povos indígenas denunciam falas racistas durante reunião com forças de
seguranças.

No vídeo, é possível ver que o integrante da Apib questionou a fala, mas ninguém
se manifestou durante o trecho ao qual o de teve acesso. O secretário executivo
de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, nega que a fala tenha partido de um
membro da pasta. Ele afirma que o dono do número usado na chamada já foi
identificado, mas a identidade da pessoa não será revelada.

A PMDF diz que, ao final da manifestação, o grupo “adentrou a área de
segurança do Congresso Nacional, momento em que a Polícia Legislativa atuou com
material químico”.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) diz que “repudia a atuação da
Polícia Militar e da Polícia Legislativa, com o uso desnecessário e desmedido de
substâncias químicas e da força policial. Exigimos a apuração imediata dos fatos
e a responsabilização dos autores. Manifestamos nossa solidariedade com os povos
indígenas do Brasil, com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e
com a deputada federal Célia Xakriabá, que também foi alvo da violência.

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