Glauber Braga: entenda as acusações e a defesa no processo que pode levar à
perda de mandato do parlamentar
O Partido Novo acionou o Conselho de Ética após o deputado expulsar da Câmara aos chutes um integrante do MBL. Glauber Braga diz que agiu em legítima defesa e que o relator do caso é parcial.
O Conselho de Ética da Câmara deve decidir na próxima semana se recomendará, ao plenário da Casa, a cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).
O parecer, que será analisado pelos membros do colegiado, foi apresentado nesta quarta-feira (2), em sessão tumultuada com a presença de manifestantes pró-Glauber.
O deputado fluminense é alvo de um processo, apresentado pelo Partido Novo, que pede a sua cassação por quebra de decoro parlamentar. A sigla diz que Glauber Braga quebrou o decoro ao ter agredido fisicamente e de expulsar, aos chutes, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) do interior da Câmara, em abril de 2024 (veja no vídeo abaixo):
Deputado Glauber Braga, do PSOL, expulsa da Câmara integrante do MBL que
discutia com ele.
Relator do processo, o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) acolheu a tese do Novo e votou pela cassação do parlamentar do PSOL. Um pedido de vista, do deputado Chico Alencar (PSOL-SP), suspendeu, no entanto, a votação — que deve ocorrer na próxima semana.
Glauber Braga critica as conclusões apontadas por Magalhães em seu parecer. O parlamentar afirma que o relator é “parcial” e que todo o teor do voto já estava sacramentado muito antes de o processo ter seguimento no Conselho de Ética.
Ele também aponta uma suposta interferência do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) na condução do processo. Ao g1, Glauber diz que o caso está sendo usado contra ele como “desculpa para calar quem se manifesta contra o escândalo do orçamento secreto” (entenda mais abaixo).