Dermatologista é vítima de homofobia, lesão corporal e violação de domicílio no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp
Anderson Juliano de Lima, médico dermatologista, relatou ter sido vítima de agressão motivada por homofobia após ter seu apartamento invadido por um vizinho. O agressor, identificado como Túlio André Coelho Silva, chegou a afirmar que praticou o crime por acreditar que a vítima estava interessada nele. O episódio ocorreu durante a madrugada no bairro do Rosarinho, no Recife.
A agressão foi tão violenta que Anderson Juliano de Lima chegou a temer por sua vida, uma vez que o agressor não parava de desferir socos e proferir ofensas homofóbicas. O médico enfatizou que a situação poderia ter culminado em um desfecho trágico, já que trabalha com imagem e poderia ter sido desfigurado. Ele ressaltou que as palavras ofensivas proferidas pelo agressor revelam a motivação homofóbica por trás do crime.
Após a violência sofrida, Anderson relatou que tentou buscar ajuda da portaria do prédio, porém não obteve sucesso. Além disso, uma mulher que se apresentou como esposa do agressor teria tentado manipular a situação, o que levou o médico a compartilhar seu relato nas redes sociais como forma de se proteger. Ele acionou o Samu e foi encaminhado para atendimento médico no Hospital da Unimed.
Mesmo após a agressão, o agressor foi liberado em audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade, tendo que cumprir medidas cautelares. A polícia civil registrou o caso e prendeu o suspeito em flagrante pelos crimes de racismo por homotransfobia, lesão corporal e violação de domicílio. A defesa de Túlio André negou as acusações de homofobia e alegou que ele mantém relações com pessoas homossexuais, buscando desqualificar as acusações.
A defesa do agressor argumentou que não há elementos que justifiquem a prisão preventiva e contestou a gravidade da lesão corporal alegada pela vítima. A nota divulgada pelos advogados ressaltou que se trata de um fato isolado e que Túlio André sempre teve uma conduta social regular. O caso gerou indignação e levantou discussões sobre a necessidade de combater a homofobia e garantir a segurança e os direitos das vítimas de crimes motivados por preconceito.




