Laje que desabou e matou uma criança no RS estava ‘em desacordo com boas práticas de engenharia’, conclui perícia
Caso aconteceu no início de janeiro em Porto Alegre e deixou uma criança morta e duas feridas. Polícia Civil deve optar por não indiciar ninguém.
1 de 1 Laje caiu em piscina em Porto Alegre — Foto: Divulgação/Brigada Militar
A perícia do Instituto-Geral de Perícias (IGP) apontou que o desabamento de uma laje de concreto que matou uma criança de sete anos e deixou outras duas feridas em Porto Alegre, no início do ano, foi resultado de pelo menos quatro falhas construtivas.
O caso aconteceu no bairro Bom Jesus, na zona leste da Capital. A vítima foi identificada como Valentina Scalon.
De acordo com o documento, “a adoção de sistemas construtivos em desacordo com as boas práticas de engenharia civil” teve reflexos na qualidade estrutural da laje.
Os outros fatores, ainda segundo o laudo, indicam que a exposição das armaduras de aço à ação direta do tempo, que leva à corrosão delas, comprometeu “a capacidade portante da laje”. Além disso, ficou evidenciada a “existência de infiltração, diminuindo a vida útil do elemento estrutural”.
A delegada Luciana Peres Smith, responsável pela investigação, afirma que o inquérito deve ser remetido ao Judiciário ao fim do mês. Até o momento, a opção é de não indiciar ninguém.
“Vou revisar e ver se está tudo completo ou se a gente vai fazer mais alguma pendência”, comenta Luciana.
SOBRE O CASO
Menina de 7 anos morre e outras duas crianças ficam feridas após desabamento de laje
Na tarde de 6 de janeiro, Valentina Scalon e dois primos dela, um menino de sete e outro de nove anos, brincavam em uma piscina quando a estrutura da laje cedeu.
Segundo relatos de familiares da vítima, o muro da lateral do imóvel caiu. Os dois meninos foram encaminhados para atendimento médico e receberam alta.
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