Na tarde desta quinta-feira, um sobrado localizado no Centro do Rio de Janeiro desabou, resultando na morte de um homem. Vizinhos relataram ter ouvido estalos antes do desmoronamento, e alguns por pouco não foram atingidos pelos escombros. Alexandre Flores, dono de uma loja próxima ao sobrado, contou que empurrou seu funcionário para dentro do estabelecimento ao ouvir o barulho do desabamento, evitando uma tragédia ainda maior.
Antônio José Costa, também comerciante na região, ressaltou que o sobrado estava abandonado há muitos anos e que já haviam ocorrido incidentes anteriores, como quedas de tijolos. Ele afirmou que, devido à chuva no dia do desabamento, a rua não estava lotada como de costume, o que, segundo ele, evitou uma tragédia ainda maior.
A polícia abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do desabamento. Caso seja comprovado que os responsáveis pelo imóvel não tomaram medidas para evitar o acidente, podem responder por crime de desabamento com morte. Informações divulgadas pelo delegado Mário Jorge Ribeiro de Andrade indicam que a vítima estava tentando sair de um veículo quando foi atingida pelos escombros, resultando em traumatismo craniano.
Vistorias da prefeitura apontaram os riscos de desabamento do sobrado meses antes do acidente. Relatórios da Defesa Civil indicavam o acelerado estado de degradação do prédio e a necessidade de intervenções urgentes. O proprietário do imóvel havia sido notificado e orientado a tomar providências, porém, não tomou as devidas ações.
A prefeitura do Rio de Janeiro informou que o casarão era privado, abandonado e não possuía moradores, acrescentando que o responsável já havia sido notificado diversas vezes desde 2014. O subprefeito do Centro afirmou que a prefeitura discute um programa de subsídio para reformas em imóveis abandonados, visando evitar novos desabamentos. O caso levou a Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara de Vereadores a marcar uma audiência pública para debater o abandono de imóveis na região central da cidade.