Desabamento na Urca: Polícia Civil investiga obra sem autorização e sem EPI

Desabamento na Urca: Polícia Civil investiga obra sem autorização e sem EPI
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar o desabamento de uma obra na rua Ramon Franco, número 98, na Urca, ocorrido na tarde desta terça-feira. A estrutura em reforma, que estava sendo transformada em um restaurante, desmoronou por volta de meio-dia, deixando três trabalhadores feridos, um deles em estado grave. O delegado Maurício Luciano, titular da 10ª DP (Botafogo), informou que a obra não possuía autorização da prefeitura e que os operários não estavam utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

O caso foi registrado como crime de desabamento, previsto no artigo 256 do Código Penal, com pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. A Polícia Civil está investigando quem autorizou a obra, quem assinou a responsabilidade técnica e quem é o proprietário do imóvel. O delegado destacou a gravidade da situação, tendo em vista a falta de medidas de segurança e os danos sofridos pelos trabalhadores. O dono do imóvel já foi identificado e os investigadores tentam apurar se ele estava presente no momento do desabamento e fugiu após o acidente.

As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde Josué Silva e Vitor A. Nascimento, ambos em estado estável, estão sob cuidados médicos. A terceira vítima, em estado grave, ainda não foi formalmente identificada. A perícia está sendo realizada por agentes do DCCE (Departamento de Polícia Técnica) e a rua Ramon Franco foi novamente interditada para os trabalhos. Um caminhão da Secretaria Municipal de Conservação está no local removendo os escombros.

O engenheiro responsável pela obra, Heleno Madureira, foi identificado e será intimado para prestar esclarecimentos. Imagens de segurança da região estão sendo analisadas para auxiliar nas investigações. A suspeita inicial é de que a estrutura, que originalmente era uma clínica de estética, tenha sido sobrecarregada por materiais mal distribuídos ou mal calculados, levando ao colapso. A decisão sobre a interdição definitiva do imóvel ficará a cargo da prefeitura, com a Defesa Civil e a Secretaria de Conservação atuando no local desde o início da tarde.

A Polícia Civil irá ouvir os responsáveis técnicos, testemunhas e solicitar todas as autorizações necessárias para a obra. A perícia na estrutura auxiliará na determinação da causa exata do desabamento. A suspeita é de que um acréscimo de peso mal calculado tenha sobrecarregado a estrutura, juntamente com a ventania do dia, precipitando o colapso. A investigação continua em andamento para esclarecer todos os fatos relacionados ao acidente.

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