O barracão da escola de samba em São Luís, onde parte do teto desabou, estava interditado desde janeiro. A interdição ocorreu após uma vistoria identificar problemas estruturais visíveis no imóvel. Na noite de terça-feira (17), ocorreu o desabamento do teto, resultando em cinco pessoas feridas.
Os bombeiros estão investigando o uso irregular do antigo Clubão da Cohab, prédio utilizado como barracão da escola de samba Mocidade da Ilha, em São Luís. O local estava interditado pela Prefeitura desde 14 de janeiro, devido aos problemas estruturais detectados.
José Lisboa, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, afirmou que a ocupação do prédio estava irregular. Moradores da região relataram que o prédio pertencia à associação do bairro e foi cedido para uso da escola de samba. O diretor operacional da agremiação, Oscar, negou invasão e destacou que o prédio foi cedido.
Segundo relatos, as atividades no barracão iniciaram na semana anterior ao desabamento, com pessoas dormindo no local. A dona de casa Virgínia Lúcia Lopes mencionou a presença de goteiras e sinais de deterioração no prédio. No momento do incidente, por pouco não ficou ferida, ao se retirar do local.
O Corpo de Bombeiros está apurando a responsabilidade pela ocupação de uma área já interditada. As cinco pessoas feridas estão em observação no hospital, sem risco de vida, segundo a Mocidade da Ilha. A agremiação divulgou nota afirmando que os colaboradores envolvidos no incidente estão fora de perigo.
Escolas de samba de São Luís manifestaram solidariedade à Mocidade da Ilha após o desabamento do teto. A Favela do Samba, Flor do Samba, Império Serrano, Turma do Quinto e Turma de Mangueira expressaram apoio e desejaram recuperação para os envolvidos. A união das agremiações em momentos difíceis demonstra o espírito de comunidade no Carnaval.




