Desaparecimento de pai, mãe e filha no RS chega a três semanas: entenda motivos que levaram a prisão de DE
Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos há 21 dias. Um policial militar, que é pai do filho da mulher, foi preso.
O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, completa três semanas neste sábado (14). Ela não é vista desde 24 de janeiro, quando uma publicação em suas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas estava bem. Para a polícia, o acidente nunca aconteceu.
Os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, desapareceram no dia seguinte, depois de irem à delegacia registrar o sumiço. A unidade estava fechada, e desde então ambos não foram mais vistos.
O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente desde terça-feira. A Justiça decretou prisão temporária do policial após a quebra de sigilo telefônico mostrar o que a polícia considerou movimentação suspeita. A principal hipótese investigada é de homicídio.
Francisco, a mãe e a atual companheira tiveram os celulares apreendidos. As mulheres são tratadas como testemunhas. De acordo com a polícia, Franciso e a atual namorada não forneceram as senhas dos aparelhos. A defesa do suspeito foi procurada pela reportagem e não respondeu até a última atualização.
A quebra de sigilo telefônico do PM foi o principal indício que levou a Polícia Civil a identificá-lo como suspeito. Por meio do aparelho foi possível identificar uma movimentação suspeita em relação ao telefone do Cristiano e também do celular da Silvana. A polícia tem indícios de que o suspeito esteve próximo da família Aguiar, principalmente dos pais de Silvana, no dia do desaparecimento do casal.
A prisão temporária do suspeito tem prazo máximo de 30 dias. Em nota, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial. A investigação é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação.
Silvana e o ex-marido não tinham uma boa relação, o que poderia ter motivado o crime. Eles têm um filho de 9 anos. A criança morava com a mãe, mas passava os fins de semana na casa do pai. Com o sumiço de Silvana, Cristiano procurou o Conselho Tutelar, que recomendou que o filho ficasse com ele durante as investigações. Agora, ele está com a avó paterna.
Recentemente, Silvana havia acionado o Conselho Tutelar para relatar que o menino tem restrições alimentares. O pai desrespeitava as orientações da mãe sobre a dieta da criança.




