As bolhas de fumaça que saíam dos carros alegóricos da Beija-Flor de Nilópolis durante o desfile no carnaval tinham um aroma peculiar de alfazema, uma erva sagrada utilizada em religiões de matrizes africanas. O carnavalesco João Vitor Araújo, responsável pela concepção do desfile, explicou que a essência de alfazema era liberada pelas bolhas de fumaça, que se destacavam no cenário da Sapucaí.
João Vitor Araújo detalhou que a escola já havia utilizado essa tecnologia há dois anos, mostrando que a inovação faz parte do DNA da Beija-Flor de Nilópolis. As bolhas de fumaça, que à primeira vista pareciam de sabão, eram na verdade compostas por nitrogênio e exalavam o aroma característico da alfazema quando estouradas, criando um efeito visual e olfativo diferenciado no desfile.
Além das bolhas de fumaça perfumadas, o desfile da Beija-Flor de Nilópolis também trouxe em sua narrativa uma homenagem ao Bembé do Mercado, enaltecendo as raízes e tradições das religiões de matrizes africanas. O enredo do desfile foi repleto de referências à africanidade, com um samba que declarava que a Sapucaí se transformaria em um espaço de celebração e devoção.
A presença marcante das bolhas de fumaça com essência de alfazema conferiu um toque especial e místico ao desfile da Beija-Flor de Nilópolis, proporcionando uma experiência sensorial única para os espectadores. A combinação de tecnologia, tradição e espiritualidade mostrou mais uma vez a capacidade da escola de inovar e emocionar com suas apresentações na Marquês de Sapucaí.
Ao retratar o Bembé do Mercado e ressaltar a importância das religiões de matrizes africanas, a Beija-Flor de Nilópolis reafirmou seu compromisso com a inclusão e a valorização da diversidade cultural. O desfile trouxe à tona questões importantes sobre identidade e pertencimento, demonstrando a força e a beleza das tradições afro-brasileiras que permeiam nossa sociedade.




