Descubra o esquema de pirâmide financeira em SP: tudo sobre o caso da DE no interior de Ribeirão Preto

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O que se sabe sobre empresa suspeita de causar prejuízos com pirâmide financeira no interior de SP

Polícia Civil investiga crime contra a economia popular após fechamento de escritórios em cidades da região de Ribeirão Preto. Mais de 100 pessoas alegam ter sido atraídas por promessas de lucro fácil com avaliações de hotéis e pontos turísticos.

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DE: o que se sabe sobre esquema de pirâmide financeira no interior de São Paulo

Prejuízos, frustração e sensação de impunidade resumem a situação vivida por moradores da região de Ribeirão Preto (SP) desde o fechamento de escritórios da DE, uma empresa de publicidade suspeita de praticar golpes por meio de um esquema de pirâmide financeira.

O negócio, que prometia renda extra online por meio da avaliação de hotéis e pontos turísticos, chegou a ter sedes em cidades como Monte Alto (SP) e Jaboticabal (SP), onde passa de 100 o número de pessoas que procuraram as autoridades para prestar queixa.

A Polícia Civil instaurou um inquérito não só para identificar os responsáveis, como para entender a extensão do golpe, já que existe a suspeita de que a empresa atuou em diferentes cidades.

> “Pode ter ou não um caráter de transnacionalidade, pessoas de fora do país, empresas em outros estados. A gente vai avaliar essa questão também da interestatalidade, da internacionalidade das condutas para ver também se é atribuição da Polícia Federal”, afirma o delegado Marcelo Lorenço dos Santos.

Escritório da DE, investigada por esquema de pirâmide financeira em cidades da região de Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

Veja, abaixo, o que se sabe sobre o esquema de pirâmide financeira:

O QUE É A PIRÂMIDE FINANCEIRA?

Considerada ilegal, a pirâmide financeira não se sustenta pela venda de produtos e serviços, mas sim pela entrada constante de novos membros, mediante o pagamento de comissões, que sustentam as camadas superiores dessa estrutura – que falha quando esses pagamentos deixam de acontecer.

Segundo o delegado Marcelo Lorenço dos Santos, a prática, também chamada de “pichardismo”, está prevista na lei 1.521, de 1951.

> “O tipo penal diz o seguinte: obter ou tentar obter vantagem em lista em detrimento de um número indeterminado de pessoas ou em detrimento dessas pessoas, utilizando de processos fraudulentos ou especulação”, explica.

ONDE O GOLPE FOI APLICADO?

Até o momento, há registros de vítimas em Monte Alto (SP) e Jaboticabal (SP). Em Monte Alto, a empresa operou por cerca de três meses com um escritório no Centro da cidade. Em Jaboticabal, a loja física funcionou até 2025. A polícia também investiga se a empresa atuou em outras cidades e estados.

COMO O GOLPE FUNCIONAVA NA PRÁTICA?

A DE prometia lucros por meio da avaliação de hotéis e pontos turísticos pelo mundo. Nas redes sociais, a companhia afirmava ser parceira de um grande grupo internacional de viagens para atrair interessados. No entanto, para começar a trabalhar, o interessado precisava pagar comissões.

O sistema prometia ganhos que subiam de acordo com o cargo atingido, que poderiam chegar a R$ 250 mil por mês na função de gerente.

No final, pouco antes de fechar os escritórios, as vítimas relatam que a empresa passou a exigir depósitos para autenticação e fotos de documentos pessoais, impedindo os saques.

Cartaz mostra salários prometidos por empresa suspeita de pirâmide financeira em Monte Alto (SP). — Foto: Tiago Aureliano/EPTV

QUAL O PREJUÍZO DAS VÍTIMAS?

Ainda não se sabe o valor total do prejuízo, mas os entrevistados pela reportagem disseram ter perdido entre R$ 2 mil e R$ 15 mil. Uma das vítimas afirmou que outras pessoas usaram economias, fizeram empréstimos e até venderam veículos para entrar no negócio.

COMO ESTÃO AS INVESTIGAÇÕES SOBRE O CASO?

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o crime contra a economia popular.

O delegado Marcelo Lourenço dos Santos, de Monte Alto, afirmou que a investigação está em fase inicial, com depoimentos sendo colhidos e análise de documentos.