Descubra os apelidos das luxuosas baterias das escolas do Rio! Conheça os segredos da “Soberana”, “Tabajara”, “Furiosa” e “Swingueira”.

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‘Soberana’, ‘Tabajara’, ‘Furiosa’, ‘Swingueira’… conheça os apelidos das
baterias das escolas do Grupo Especial do Rio

Para o Carnaval 2026, o DE reuniu as baterias na ordem oficial de desfile, com
número atualizado de ritmistas e detalhes do que cada escola promete levar para
a Marquês de Sapucaí.

Viradouro vai homenagear o mestre Ciça; veja o samba
[https://s02.video.glbimg.com/x240/14320413.jpg]

Alma das escolas de samba, as baterias não embalam apenas o desfile
[https://DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.de/DE/DE-DE-DE/DE/2026/DE/02/05/cadencia-funcionalidade-fluencia-grupo-especial-do-rio-ganha-25-subquesitos-na-apuracao.ghtml]:
elas também carregam identidade, história e até nome próprio. Conhecidos no
mundo do samba como verdadeiras marcas registradas, os apelidos ajudam a
diferenciar estilos, levadas e concepções musicais de cada agremiação.

No mundo do samba, a bateria é mais do que um segmento: é uma assinatura sonora.
Os apelidos, adotados por cada escola, funcionam como marcas registradas e
servem para diferenciar estilos, cadências e concepções musicais que atravessam
gerações e identificam as comunidades no Sambódromo.

> “O batuque da comunidade atrai. Tudo começa no batuque”, resume o carnavalesco
> e comentarista Milton Cunha, ao programa Encontro. “A bateria é o coração
> pulsante de uma escola de samba”, afirma.

Ritmistas da Tabajara do Samba, bateria da Portela — Foto: Alex
Ferro/Riotur

Formada por no mínimo 200 ritmistas, a bateria é responsável por dar andamento
rítmico ao desfile. Os instrumentos — como surdos, caixas, tamborins, chocalhos,
cuícas e repiques — seguem regras rígidas previstas no regulamento.

> “Tem que ser uma orquestra de percussão. Não existe instrumento de sopro na
> bateria, como acontece em bandas marciais ou blocos de rua”, explica Milton
> Cunha. Segundo ele, desde a década de 1930 são proibidos sons semelhantes aos
> de sopro, com exceção dos apitos usados pelos mestres e diretores de harmonia.

Ao longo do tempo, as baterias passaram a incorporar variações rítmicas e
arranjos próprios, respeitando a essência do samba. Foi essa base que ajudou a
eternizar composições que caíram na boca do povo e marcaram a história do
Carnaval.

À frente das baterias estão os mestres, responsáveis por conduzir o ritmo como
maestros de uma grande orquestra. São eles que definem os arranjos musicais, os
desenhos rítmicos e as famosas paradinhas, momentos em que a bateria interrompe
ou modifica o andamento para valorizar o samba-enredo.

> “No recuo da bateria, o público vê um verdadeiro show, com dança e
> coreografia”, diz Milton. O desafio, no entanto, é equilibrar inovação e
> precisão: qualquer erro de sincronização pode custar décimos preciosos na
> apuração.

Ao longo dos anos, algumas baterias chegaram a realizar manobras arriscadas para
abrilhantar o espetáculo, sempre dentro do limite imposto pelo regulamento e
pela necessidade de não “atravessar” o samba.

ACADÊMICOS DE NITERÓI — CADÊNCIA DE NITERÓI

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói abre os desfiles com a
bateria Cadência de Niterói, que terá mestre Branco Ribeiro pela primeira vez à
frente do quesito na elite. Com 240 ritmistas, ao DE
[https://DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.de/DE/DE-DE-DE/DE/DE-DE-DE-DE/DE/], Branco explica que o trabalho começou
pela base e tudo foi pensado para dialogar com o samba:

“A gente iniciou o trabalho com um ensaio específico para as caixas, passando a
identidade da bateria. Nosso diferencial está na levada das caixas e nas
viradas, que têm uma pausa antes de acontecer. Todas as paradinhas estão em cima
da melodia e da letra. É para enaltecer a obra. A bateria faz uma pausa e, ao
mesmo tempo, todo mundo abaixa, criando uma coreografia que valoriza a passagem
do samba.”

Rainha de bateria: Vanessa Rangeli

Ritmista da Acadêmicos de Niterói tocando um chocalho — Foto: Alexandre
Loureiro/Riotur

SWING DA LEOPOLDINA, DA IMPERATIZ

Tradicional no Grupo Especial, a Imperatriz mantém o apelido Swing da
Leopoldina, que faz referência à Zona da Leopoldina e à batida cadenciada que
marcou o ritmo da escola ao longo das décadas. Há 10 anos à frente dos
ritmistas, que neste ano serão 250, mestre Lolo celebra uma trajetória de
sucesso. No ano passado, a bateria conquistou o Estandarte de Ouro — inédito em
sua história.

A ousadia nas paradinhas e manutenção da tradição rítmica da bateria da escola
são os destaques da Swing da Leopoldina.

Rainha de bateria: Iza

Integrantes da bateria da Imperatriz Leopoldinense — Foto: Tata
Barreto/Riotur

TABAJARA DO SAMBA, PORTELA

Mestre Vitinho é o atual comandante da Tabajara do Samba, a bateria da Portela,
para o Carnaval 2026. Cria da escola e reconhecido por sua trajetória no samba,
ele assumiu o comando após o desligamento de Nilo Sérgio em 2025, trazendo
renovação para a agremiação.

Vitor Cezar assumiu o comando 320 ritmistas dos como parte da reestruturação da
escola sob a presidência de Junior Escafura.

Rainha de bateria: Bianca Monteiro

Integrante da Tabajara do Samba, a bateria da Portela — Foto: Marco
Terranova/Riotur

TEM QUE RESPEITAR MEU TAMBORIM, DA MANGUEIRA

A Verde e Rosa entra na Avenida ao som da bateria Tem Que Respeitar Meu
Tamborim, sob comando dos mestres Taranta Neto e Rodrigo Explosão.

Para 2019, a Mangueira não informou o número de ritmistas.

Rainha de Bateria: Evelyn Bastos

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Bateria da Mangueira — Foto: Alex Ferro/Riotur

NÃO EXISTE MAIS QUENTE, DA MOCIDADE

A bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel
[https://DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.DE.de/DE/DE-DE-DE/DE/DE-DE-DE-DE/DE/], composta por 270 ritmistas comandados pelo mestre Dudu — à frente da Não Existe Mais Quente desde 2013.

Dudu é reconhecido por manter o legado de Mestre André, criador da famosa
“paradinha” da escola.

O trabalho da bateria para 2026 foi de manutenção do ritmo tradicional e único
da escola, para que não se perdessem as peculiaridades do samba de Padre Miguel.

Rainha de bateria: Fabíola Andrade

A bateria ‘Não Existe Mais Quente’, da Mocidade Independente de Padre Miguel —
Foto: Marco Terranova/Riotur

SOBERANA, BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS

A bateria Soberana da Beija-Flor de Nilópolis vai entrar na Avenida com 250
ritmistas, sob comando de mestre Rodney. Em conversa com o DE, Rodney destacou a
qualidade e a técnica do grupo.

“A gente intensifica o uso da melodia do samba. O samba pede uma coisa, a
bateria executa exatamente aquilo. As convenções são muito concretas.”

Ele destaca ainda elementos tradicionais da escola: “A gente tem atabaque, tem
levada de cabula no repique e a cereja do bolo são as frigideiras. Tudo com
afinação privilegiada e um molho de bom gosto, que é a característica da bateria
Soberana.”

Rainha de bateria: Lorena Raíssa

Integrante da Soberana, da Beija-Flor de Nilópolis — Foto: Alex
Ferro/Riotur

FURACÃO VERMELHO E BRANCO, DA VIRADOURO

A Furacão Vermelho e Branco da Viradouro vai entrar na Avenida com 250 ritmistas
e será regida por Mestre Ciça, um dos mais famosos em atividade — e enredo da
agremiação em 2026.

A escola foi campeã do Grupo Especial em 2024 com o “Arroboboi, Dangbé”, o
enredo pedia proteção à grande cobra mítica.

Com 55 carnavais no currículo e 36 anos ininterruptos de Sapucaí, Ciça construiu
uma das trajetórias mais respeitadas do samba. Ele está à frente da escola desde
2019.

Rainha de bateria: Juliana Paes

A bateria Furacão Vermelho e Branco, da Viradouro — Foto: Alex
Ferro/Riotur

UNIDOS DA TIJUCA — PURA CADÊNCIA

A Unidos da Tijuca entra na Marquês de Sapucaí em 2026 com 262 ritmistas e 12
diretores. O mestre de bateria da escola há mais de 17 anos é o Casagrande, que
comanda os ritmistas e dá a cadência ao grupo.

Conhecida como o “reloginho” das baterias do Rio, a Pura Cadência é sinônimo de
precisão técnica. Mestre Casagrande explica que o segredo está na regularidade e
no respeito ao samba:

“A gente ensaia há mais de oito meses o andamento métrico da bateria. A nossa é
uma bateria clássica, que toca para a escola e em função do samba.”

Um dos diferenciais está no tamanho do naipe de caixas: “Temos 105 caixeiros. É
a única bateria com esse número. A caixa é o instrumento base, o que dá a
regularidade.”

As paradinhas seguem conceito musical bem definido: “A gente não faz bossa fora
da melodia. Faz convenção musical dentro da leitura do samba, para que até o
leigo entenda o que está sendo contado.”

Rainha de bateria: Mileide Mihaile

Mestre Casagrande, da Unidos da Tijuca, e seus ritmistas — Foto: Eduardo
Hollanda/Riotur

PARAÍSO DO TUIUTI — SUPERSOM

A bateria da Paraíso do Tuiuti, com 256 integrantes, é carinhosamente apelidada
de SuperSom. O mestre Marcão é quem comanda a festa do repique e tamborim há 6
anos na escola.

No carnaval do ano passado, quando a azul e amarela de São Cristóvão levou para
a Sapucaí o enredo “Quem tem medo de Xica Manicongo?”, a bateria da agremiação
conquistou três notas máximas e um 9.9, descartado.

Rainha de bateria: Mayara Lima

Ritmista da Paraiso do Tuiuti tocando uma caixa de guerra — Foto: Tata
Barreto/Riotur

SWINGUEIRA DE NOEL, DA VILA ISABEL

Referência ao compositor Noel Rosa, a Swingueira de Noel faz jus ao nome com uma
batida leve, dançante e cheia de suingue, marca histórica da escola de Vila
Isabel.

Com 280 ritmistas, a bateria é comandada dede 2018 pelo mestre Macaco Branco.

Rainha de bateria: Sabrina Sato

Integrantes da Swingueira de Noel durante o desfile de 2025 — Foto: Alex
Ferro/Riotur

INVOCADA, DA GRANDE RIO

A bateria da Grande Rio passou a ser conhecida como Invocada, em 2010, diante da
ousadia na apresentação do grupo regido pelo Mestre Ciça.

A bateria tem 3 Estandartes de Ouro e dois Tamborins de Ouro — outro prêmio não
oficial da folia.

Para o Carnaval 2026, a ala de repiques e as caixas vão ter maior destaque: são
270 ritmistas no comando do mestre Fafá.

Rainha de bateria: Virginia Fonseca

Mestre Fafá está à frente da bateria da Grande Rio — Foto: Alex
Ferro/Riotur

ACADÊMICOS DO SALGUEIRO — FURIOSA

O ritmo salgueirense é ditado pela Furiosa, a bateria da escola, que tem Xangô
como orixá padroeiro. A Furiosa surgiu entre as décadas de 60 e 70, época em que
o Mestre Bira de Xuxa, como era conhecido, comandava os ritmistas.

Atualmente, os irmãos Guilherme e Gustavo comandam a bateria da escola. Para
2026, serão 200 ritmistas.

Rainha de bateria: Viviane Araújo

Integrantes da bateria do Salgueiro — Foto: Tata Barreto/Riotur

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