Descubra os destinos escondidos explorados pelo influencer do RS

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Destinos escondidos: conheça o influencer do RS que mostra as belezas de cidades pouco conhecidas

Diogo Elzinga soma mais de 1,5 milhão de seguidores e produz documentários sobre cidades gaúchas.

Conheça o influencer do RS que mostra as belezas de cidades pouco conhecidas

Conheça o influencer do RS que mostra as belezas de cidades pouco conhecidas

Você sabe onde é o “Jalapão Gaúcho”? E a Cidade das Lavandas, conhece? Esses são alguns dos destinos apresentados por Diogo Elzinga, 35 anos, em seus documentários, disponíveis na internet.

Ao ouvir uma curiosidade sobre um município, é possível que você lembre de algo que aprendeu com ele. Afinal, já faz uma década que o influencer produz vídeos sobre cidades do Rio Grande do Sul e também de outras partes do Brasil. Elzinga soma mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram, TikTok e YouTube.

> “Lugares tão pequenos que, por vezes, são esquecidos. Tem muita coisa a ser contada. E, para mim, o mais interessante é falar sobre essas pequenas cidades. Lugares que são esquecidos dentro do nosso estado”, comenta.

VÍDEOS DE HUMOR

Tudo começou em 2016, quando o jornalista formado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) começou a montar roteiros que abordavam os costumes dos moradores da Serra Gaúcha, como o idioma que ele apelidou de “caxiês”.

Os vídeos fizeram sucesso e, a cada publicação, mais pessoas faziam pedidos. Afinal, todos queriam ver as curiosidades da sua cidade traduzidas pelo seu modo bem-humorado.

O que parecia uma febre passageira se consolidou como profissão. Hoje, o influencer é visto como um porta-voz do Sul do Brasil, traduzindo a cultura da região para o restante do país.

Elzinga se tornou um explorador, mas o que o diferencia é que ele não procura os destinos mais conhecidos. Muitas vezes, ele apresenta um novo olhar até para os próprios moradores, mostrando os atrativos escondidos em meio a estradas que muitos passam, mas não costumam explorar o que há ao redor.

O influencer tem produzido documentários desde o ano de 2023. Em média, são dez por ano. Seu diferencial é colocar em foco destinos pouco conhecidos. “É difícil de achar informações na internet às vezes, mas eu quero ir lá conhecer, falar com as pessoas e filmar.”

E suas produções se destacam pela criatividade. Morrinhos do Sul, no Litoral Norte do estado, recebeu o apelido de “Jalapão Gaúcho”. Já Nova Prata, na Serra Gaúcha, foi chamada de “Cidade de Pedra onde as pessoas vivem mais”.

OUVIR O QUE OS MORADORES TÊM A DIZER

Nas primeiras produções, ele chegava com tudo planejado, mas percebeu que o melhor era deixar rolar. “Eu saía de casa com o roteiro prontinho. Eu sabia exatamente o que eu ia falar, o que eu ia fazer, mas isso não permitia que eu desse espaço ao improviso.”

Para descobrir os segredos dos destinos que visita, Elzinga viu que o melhor é escutar o que os moradores têm a dizer.

> “Mostrar como é a vida e o que faz as pessoas continuarem morando lá.” E completa: “As pessoas querem falar sobre a vida delas. Elas querem ser reconhecidas muitas vezes por um trabalho que elas tiveram a vida inteira e ninguém teve o prazer de ir lá conhecer ou saber melhor sobre as coisas”.

Um dos exemplos em que ele pôde trazer um novo olhar foi quando esteve em Cambará do Sul, cidade da Serra Gaúcha conhecida pelos cânions. Ele decidiu trazer o que as pessoas não costumam saber sobre a cidade como a produção de mel, observação astronômica, cachoeiras e trilhas. Ele considera esse o seu maior desafio: oferecer algo novo ao público. “Isso é o tipo de coisa que você só percebe quando você está lá.”

Para o contador de histórias, é essencial o senso de pertencimento e é isso o que ele busca traduzir ao falar sobre cada lugar. Como sua família se mudou mais de dez vezes e ele passou por diferentes cidades na infância e na adolescência, conta que demorou a sentir que tinha um lar, diferente de quem cresce em uma cidade onde sua família já tem raízes.

“Eu nasci num lugar, meu irmão nasceu em outro, meus pais se casaram em outro, meu pai e minha mãe são de cidades diferentes. Então ninguém conseguiu criar um vínculo com nenhuma terra.” Natural de Passo Fundo, no Norte do RS, ele mora há 20 anos em Caxias do Sul e considera que encontrou sua “pátria”, um lugar que o acolheu.

Com orgulho, ele destaca a pluralidade do estado. “Eu teria o interesse de conhecer o mundo inteiro, de viajar para vários lugares. Só que o Rio Grande do Sul é tão rico e tem cada coisa que a gente descobre todas as semanas que é algo que me prende aqui”, conclui.

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