Desembargador condenado por assédio é aposentado pelo TJ-GO: tentou beijar funcionária terceirizada. Medida do CNJ reforça combate ao assédio.

desembargador-condenado-por-assedio-e-aposentado-pelo-tj-go3A-tentou-beijar-funcionaria-terceirizada.-medida-do-cnj-reforca-combate-ao-assedio

O desembargador condenado a se aposentar por assédio tentou beijar e propôs encontro a funcionária terceirizada do TJ-GO. Jovem realizando um serviço na sala do desembargador foi vítima de assédio, de acordo com informações do CNJ. Ele chegou a cheirar o pescoço da jovem, conforme a denúncia lida pelo relator.

A jovem denunciou que o desembargador a assediou com um tapa no bumbum e um beijo no pescoço. O desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) foi aposentado compulsoriamente por assédio sexual, tentando beijar uma funcionária terceirizada do órgão e propondo um encontro fora do tribunal, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O relator do processo disciplinar afirmou que o desembargador violou os deveres de integridade, dignidade, honra e decoro da magistratura.

O DE tentou entrar em contato com a defesa do desembargador, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. A denúncia contra o desembargador ocorreu em 2021, quando ele solicitou um atendimento técnico para a formatação do computador que ficava em seu gabinete.

Durante o serviço, a jovem foi alvo do assédio do desembargador. Ele abriu os braços para abraçá-la, cheirou o pescoço da vítima e tentou beijá-la. A vítima relatou que o desembargador ainda deu um tapa em seu bumbum. Após a situação, ela contou aos superiores e à Polícia Civil, recebendo apoio e registrando uma denúncia na delegacia por importunação sexual.

A decisão do CNJ foi aposentar compulsoriamente o desembargador, que não atuava mais no cargo desde a denúncia. Durante a sessão de julgamento, o conselheiro e relator do processo defendeu a conversão da aposentadoria voluntária em compulsória. A decisão foi apoiada pela maioria do órgão, destacando a importância do depoimento da vítima e repudiando a atitude do desembargador.

Jaceguara Dantas, supervisora da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres do CNJ, considerou a decisão uma resposta firme no combate ao assédio e repudiou a postura do desembargador. A violência contra as mulheres é um problema que persiste, e medidas como essa são necessárias para garantir a integridade física e psíquica das vítimas. O Tribunal de Justiça de Goiás também se pronunciou sobre o caso, reiterando o compromisso com a justiça e o combate a qualquer forma de assédio.

A região de Goiás tem sido palco de diversas notícias recentes, e a denúncia de assédio feita pela jovem contra o desembargador levanta questões importantes sobre a proteção das mulheres no ambiente de trabalho. O apoio e a conscientização são essenciais para combater o assédio e garantir um ambiente seguro e respeitoso para todos. O DE continuará acompanhando o desenrolar desse caso e trazendo informações relevantes para os leitores.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp