O desemprego no Brasil permaneceu em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com dados divulgados pelo IBGE. Esse valor se manteve estável em relação ao trimestre anterior e representa uma queda de 1,1 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano passado.
A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que a taxa atual é a menor da série para trimestres finalizados em janeiro e sugere estabilidade em relação ao trimestre antecedente, finalizado em outubro.
Os dados apontam que a população desocupada contava com 5,9 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, mantendo-se inalterada em comparação ao trimestre de agosto a outubro de 2025. Todavia, houve uma redução de 17,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, correspondendo a 1,2 milhão de pessoas a menos sem emprego.
A população ocupada totalizou 102,7 milhões de pessoas, mantendo-se praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentando um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior, com a inserção de mais 1,7 milhão de pessoas no mercado de trabalho.
Nos setores econômicos, houve destaque para o crescimento de 2,8% em Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com acréscimo de 365 mil pessoas. Já na Indústria geral, houve queda de 2,3%, representando 305 mil pessoas a menos.
As falas de Adriana Beringuy ressaltam a estabilidade estatística da taxa de desocupação, apesar da tendência de queda, e a melhora significativa ao comparar com o mesmo trimestre do ano passado.
Diante disso, a massa de rendimento real habitual teve um aumento no trimestre, chegando a R$ 370,3 bilhões, juntamente com um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. Os próximos resultados podem refletir as movimentações usuais do mercado no início do ano.
Os resultados do IBGE influenciam diretamente a economia do país, podendo auxiliar na tomada de decisões por parte do governo e das empresas. A estabilidade do desemprego e o crescimento em alguns setores apontam para uma possível recuperação econômica e geração de novas oportunidades de trabalho.




