Rensga BitPreço, destaque nacional, prepara equipe para 2022

Criada em 2019, a equipe chegou à final do CBLoL em sua primeira participação no torneio e espera mais conquistas no ano que vem.

Na maioria dos dicionários convencionais, encontrar o termo Rensga pode ser uma missão impossível. No entanto, para grande parte dos goianos não há necessidade da ajuda do pai-dos-burros para compreender o termo.

“Rensga” é uma expressão goiana usada para demonstrar espanto intenso e admiração por algo feito. Mas, também é, segundo as palavras da própria organização que leva o nome, “o time de e-sports mais brabo do mundo, quiçá do Brasil.”

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A definição estampa uma das camisetas que celebra a Organização de Esports Rensga BitPreço. Ela mantém um dos principais times profissionais do jogo League of Legends no Brasil. O nome, inclusive, é só um dos elementos que identifica o grupo como representantes de Goiás, já que grande parte da postura da organização consiste em fortalecer a cultura goiana, gírias locais e, é claro, o amor pela pamonha local.

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História

A Rensga BitPreço surgiu no cenário nacional de esports em 2019, depois de adquirir uma vaga no Circuito Desafiante de League of Legends. O campeonato é encarado como uma espécie de segunda divisão brasileira do Campeonato Brasileiro de LoL (CBLoL), principal torneio na categoria.

Apesar da não classificação, o time chamou a atenção pelo jeito irreverente de se comunicar, exatamente por enaltecer sua identidade 100% goiana.

O projeto surgiu da parceria de Djary Veiga, atual CEO da organização, com uma série de sócios que apostam no potencial dos esportes eletrônicos fora de São Paulo, onde ainda se concentram a maioria dos times do CBLOL.

Em 2020, a organização estruturou sua base com mais dois times – Rensga Academy e Rensga GO –, além de reforçar a comissão técnica. As mudanças garantiram uma campanha surpreendente que deixou a Rensga entre as três melhores equipes do 2º Split do Circuito Desafiante. Por isso, o grupo foi levado para o o sistema de franquias do CBLoL, em 2021.

Mesmo sendo o primeiro ano de participação na principal divisão do LoL do Brasil, a Rensga conquistou o vice-campeonato no segundo split do ano, perdendo o título para a Red Canids.

No cenário competitivo do League of Legends do Brasil e do mundo, os torneios são disputados em dois splits por ano. O termo em inglês indica uma divisão, já que cada um dos torneios funciona de forma independente e tem um campeão diferente, classificado para a disputa do campeonato mundial.

Rensga se prepara para a próxima competição
Time se prepara para próxima competição / Foto acervo Rensga

Campanha marcante

Para alcançar a vaga na final, o único time baseado fora de São Paulo da competição apostou na manutenção de talentos para a disputa da segunda etapa do CBLoL 2021, como Thiago “Kiari” e Matheus “Trigo”. Além disso, a estratégia foi apostar em nomes fortes do mercado, como os sul-coreanos Jong Hoo Park “Croc” e HeeMin Cha “Yuri” e o experiente Yan “Damage”, brasileiro.

Além dos jogadores, a equipe também conta com os treinadores Pedro “Gafone” e André “Ti0ben”. Eles são responsáveis pelo planejamento e desenvolvimento desses talentos individuais em um time com bom desempenho coletivo.

Além disso, a Rensga conta com o suporte da Orbi Gamimg, um complexo que faz parte da mesma holding, a Go Gaming SA. O local de 800 metros quadrados reúne em sua estrutura o Centro de Treinamento da Rensga BitPreço, bem como uma arena completa para 300 pessoas, onde são realizados eventos de transmissão e treinamentos.

 

Equipe do Rensga
Rensga deu início à parceria com a Bitpreço / Foto acervo Rensga

Projeto

Como parte das novidades de 2021, a Rensga deu início à parceria com a Bitpreço, gerando o segundo maior patrocínio de direitos (naming rights) do mundo e o primeiro de uma organização de esportes eletrônicos no Brasil e no cenário competitivo de League of Legends.

Atualmente, a equipe passa por uma fase de planejamento e negociações para a primeira etapa do CBLoL de 2022. Assim como em outros esportes mais tradicionais, o período de pausa da temporada é movimentado por transferências e alterações nas equipes, mas oficialmente ele só tem início em novembro, após a final do mundial.

Projeto Rensga

Nessa fase, o projeto da Rensga consiste em analisar as principais possibilidades dentro do elenco que mantém, além de observar os talentos surgindo ou já estabelecidos no cenário. “Queremos ter um time tão ou ainda mais competitivo para o próximo ano”, comenta o CEO Djary Veiga.

Enquanto isso, as redes sociais da Rensga aproveitam para investir em mais conteúdos que apostam na força da identidade goiana. Entre os principais costumes compartilhados nos perfis da organização, está o de exaltar a cultura sertaneja local, por meio de elementos como chapéu, bota e berrante.

Além disso, o time divulga a pamonha com dedicação, apostando o alimento com outras equipes ou enviando unidades para outros competidores. Em 2019, por exemplo, a equipe mandou pamonha para a equipe do Flamengo, que disputava torneio em Madri. E esse ano, será que tem pamonha para o mundial?

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