Uma auditoria recente identificou desvios de uma soma milionária do fundo de marketing e propaganda da Sorridents — franquia de consultórios odontológicos comandada pela empresária Carla Sarni, CEO do Grupo Salus.

De acordo com a análise técnica, o dinheiro foi repassado a título de doação para o Instituto Salus, que também pertence ao mesmo grupo econômico e é presidido por Carla Sarni.

Os desvios e irregularidades apontados pela auditoria levaram a questionamentos e ações por parte de franqueados da Sorridents, que exigem transparência e prestação de contas sobre o fundo em questão.

Funcionamento do Fundo e Apontamentos da Auditoria

Para entender melhor como operava o fundo de marketing da Sorridents, é importante destacar que ele era alimentado mensalmente pelos franqueados, que eram obrigados a repassar 2% de todo o faturamento de suas unidades para o fundo.

No entanto, a auditoria não teve acesso a todas as informações sobre o recolhimento e destinação do dinheiro, já que o Grupo Salus não prestava contas regularmente. A análise se baseou na documentação disponível referente aos anos de 2016 a 2019 e alguns meses de 2025, apontando desvios de pelo menos R$ 1,5 milhão para o Instituto Salus.

Carla Sarni, como presidente do Instituto Salus, passou a ser a titular exclusiva do direito de movimentar financeiramente o instituto, enquanto seu marido, Cléber Soares de Souza, atua como membro do Conselho Fiscal e responsável por aprovar as contas da instituição.

Enxurrada de Denúncias e Ações Judiciais

Carla Sarni tem sido alvo de diversas denúncias por parte de franqueados, que questionam a gestão do Grupo Salus e a destinação dos recursos. O grupo conta com 863 franquias de marcas como Sorridents, Olhar Certo, Amo Vacinas e Giolaser, que teve Giovanna Antonelli como garota-propaganda.

As denúncias levaram a uma ação judicial dos franqueados, solicitando a apresentação de todas as informações contábeis do fundo de marketing da Sorridents. A suspeita é de que os recursos desviados têm como destino o patrimônio de Carla Sarni ou terceiros indicados por ela.

A pressão dos franqueados e a repercussão das denúncias têm colocado em xeque a conduta da empresária e a transparência nos negócios do Grupo Salus.

Impacto Econômico e Insegurança Jurídica

Os desvios de recursos e as denúncias apresentadas comprometem não apenas a imagem da CEO Carla Sarni, mas também geram impacto negativo na operação e expansão do Grupo Salus, que vinha registrando crescimento expressivo nos últimos anos.

A insegurança jurídica decorrente das investigações e ações judiciais pode afetar a credibilidade da marca Sorridents e das demais empresas do grupo, prejudicando não só a empresária, mas também os franqueados e investidores envolvidos.

É importante que as investigações sigam seu curso para esclarecer os fatos e garantir a responsabilização dos envolvidos, assegurando a transparência e idoneidade nos negócios do Grupo Salus.

Para mais informações sobre este tema e outros assuntos relacionados, fique atento às atualizações do Diário do Estado Go.