DE pai do pequeno Liam Conejo Arias, de 5 anos, afirmou que a criança passou a viver em estado de medo após ter sido detida com ele por mais de uma semana pelo ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos. Segundo Adrian Alexander Conejo Arias, o filho acorda chorando durante a madrugada, assustado com a possibilidade de a família ser separada novamente.
O relato foi feito em entrevista ao site Noticias Telemundo, na qual o pai descreveu mudanças profundas no comportamento do menino desde o período de detenção. De acordo com Adrian, a criança não voltou a ser a mesma após o episódio.
Segundo ele, Liam acorda frequentemente chamando pelo pai e demonstrando sinais de desespero. “Ele me liga quando acorda e diz: ‘Papai, papai’, então eu tenho que ir até ele”, afirmou Adrian durante a entrevista.
A família retornou a Minneapolis no último sábado (31), depois que um juiz federal determinou a libertação de pai e filho enquanto aguardam a análise de seus pedidos de asilo. A decisão judicial permitiu que ambos deixassem a custódia do ICE e seguissem o processo em liberdade.
O caso evidencia os impactos psicológicos relatados por famílias submetidas a detenções migratórias nos Estados Unidos, especialmente quando crianças estão envolvidas e permanecem sob custódia durante a tramitação de solicitações de asilo.
Recentemente, pessoas marcharam pela Ponte do Brooklyn contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ICE em Nova York, EUA. É importante destacar a sensibilidade necessária ao lidar com situações como a de Liam e seu pai, Adrian, que trazem à tona questões delicadas sobre o tratamento de imigrantes e a proteção dos direitos humanos.
É fundamental reconhecer e abordar os traumas causados em crianças e suas famílias em situações de detenção e separação, garantindo apoio emocional e assistência psicológica. A conscientização e o engajamento público são essenciais para promover mudanças significativas na forma como casos como o de Liam são tratados pelas autoridades competentes.
A preservação da integridade física e emocional de crianças imigrantes deve ser uma prioridade, assegurando o respeito aos direitos humanos e o acolhimento adequado a quem busca refúgio e proteção em território estrangeiro. A história de Liam e Adrian é um lembrete da importância de políticas migratórias humanitárias e da necessidade de um olhar compassivo e assertivo em relação às famílias que enfrentam desafios como esses.




