Detento usa removedor de esmalte para atear fogo em companheira trans na penitenciária: SAP investiga caso de violência de gênero

detento-usa-removedor-de-esmalte-para-atear-fogo-em-companheira-trans-na-penitenciaria3A-sap-investiga-caso-de-violencia-de-genero

Preso usou removedor de esmalte para atear fogo em companheira trans após desentendimento na penitenciária, diz SAP

Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), um detento da Penitenciária I de Gália, no interior de São Paulo, utilizou removedor de esmalte para atear fogo em sua companheira trans depois de um desentendimento na madrugada deste domingo (11). Os envolvidos eram um casal que habitava a ala LGBT da penitenciária.

Durante o incidente, a vítima estava dormindo quando o detento jogou a substância inflamável sobre ela e iniciou o incêndio. A equipe de segurança prisional agiu rapidamente, prestou os primeiros socorros e acionou o resgate para a vítima, que foi levada em estado grave ao Hospital das Clínicas de Marília, retornando posteriormente à penitenciária com quadro estável.

Em comunicado ao DE, a SAP esclareceu que a entrada de removedor de esmalte é permitida em unidades prisionais com alas destinadas a presas transexuais e em unidades femininas. Além disso, a Secretaria informou que o desentendimento entre os presos foi contido prontamente pela equipe de segurança, e ambos receberam atendimento médico em uma unidade hospitalar.

O agressor foi isolado em regime disciplinar e o caso está sendo investigado pela Polícia Penal como tentativa de homicídio. A SAP reforçou o compromisso com a segurança e bem-estar dos detentos em sua custódia e afirmou que medidas cabíveis serão tomadas de acordo com a legislação vigente.

A situação exemplifica a importância de políticas de inclusão e respeito à diversidade dentro do sistema prisional. A ala LGBT das penitenciárias deve ser garantida como um espaço seguro e livre de violência, proporcionando condições dignas de convivência para todos os presos, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

O caso em questão chama atenção para a necessidade de um olhar mais cuidadoso e atento do sistema prisional no que diz respeito à proteção da população LGBTQ+ dentro das penitenciárias. A prevenção de episódios como este requer a implementação de políticas específicas e o treinamento adequado das equipes de segurança para lidar com situações de conflito e violência de gênero no ambiente carcerário.

Por fim, é fundamental que casos como esse sejam amplamente divulgados e discutidos para promover a conscientização sobre a importância do respeito à diversidade e da garantia dos direitos humanos no sistema prisional. A educação, o diálogo e a sensibilização são ferramentas essenciais para a construção de um ambiente mais inclusivo e seguro para todos os indivíduos privados de liberdade.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp