De acordo com informações da Polícia Civil, seis integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos por fazerem uso de um grupo de WhatsApp denominado “QueeBraadAs” para determinar e executar punições contra membros da facção e moradores de favelas na Zona Leste de São Paulo. Essa ação foi identificada pelo 55º Distrito Policial (DP) no Parque São Rafael, que deflagrou a “Operação Ordem Paralela” para combater essa prática.
Os suspeitos detidos na operação atuavam como “disciplinas” do PCC, sendo responsáveis por garantir o cumprimento das normas internas da facção tanto nas prisões quanto nas comunidades, aplicando punições aos que desrespeitassem tais regras. A Justiça autorizou a prisão de oito pessoas apontadas como envolvidas nesse esquema, sendo que seis delas já estão sob custódia e outras duas estão foragidas.
Além das acusações de tráfico de drogas, os presos deverão responder a investigações relacionadas às ameaças e agressões físicas que impunham a terceiros através do grupo de WhatsApp. A análise do celular de um dos suspeitos foi fundamental para o avanço das investigações, revelando as discussões realizadas pelo PCC acerca de atividades ilícitas nas favelas da região.
A operação não se limitou apenas às prisões, mas também incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. Durante as diligências, foram encontrados diversos materiais, como celulares, um computador e até mesmo uma arma com a numeração raspada. Além disso, um par de placas de veículo foi apreendido, indicando possível envolvimento dos suspeitos em outras atividades criminosas, como assaltos.
O material coletado será submetido a análises mais aprofundadas para identificar possíveis conexões com outros crimes e compreender a extensão das atividades do PCC por meio do grupo de WhatsApp. A descoberta desse esquema reforça a importância do trabalho integrado das autoridades policiais para combater organizações criminosas e garantir a segurança da população. A atuação rápida e eficaz da Polícia Civil foi essencial para desarticular essa forma de organização criminosa e prevenir a continuidade de práticas delituosas nas comunidades afetadas.



