Diálogo não contraditório com Centrão, diz presidente do PT sobre estratégia política para eleições

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Diálogo com partidos do Centrão ‘não é contraditório’, diz presidente do PT

Edinho Silva, que deverá atuar como um dos coordenadores da campanha à reeleição
de Lula, defende diálogo, articulado pelo próprio presidente, com líderes da
federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas. Partidos têm aliados
da direita bolsonarista em alguns estados. Edinho Silva, presidente do PT, discursa em evento do partido — Foto: Anderson Barbosa/PT

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse nesta
terça-feira (10) que o diálogo em curso com líderes de partidos como União
Brasil e Progressistas (PP) ocorre por serem partidos que participam do atual
governo por mais que haja, no caso de alguns membros destas siglas, “contradições e discordâncias”.

A declaração foi dada durante entrevista ao GloboNews Em Ponto, da GloboNews.

> “É natural que na democracia se tenha essa divergência. Eles fazem parte.
> Vamos debater projeto nacional e disputas nos estados. Há aliança nacional e
> aliança estado por estado. Temos que enxergar realidade política de cada
> estado brasileiro”, afirmou Edinho Silva.

O presidente do PT fez esta defesa pelo diálogo com siglas do Centrão quando
questionado sobre a recente reaproximação do presidente do PP, Ciro Nogueira,
senador pelo Piauí e que deve disputar a reeleição ao cargo neste ano.

Nogueira foi ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL) e, após
deixar o cargo, tornou-se um crítico ferrenho do atual governo. Todavia, em
governos anteriores do PT, o parlamentar piauense, um dos mais poderosos líderes
partidários do Centrão, foi próximo do presidente Lula.

A ideia da cúpula do PT em se reaproximar de Ciro Nogueira é a tentativa de
afastar o Progressistas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), primogênito do
ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República.

Edinho Silva disse, no entanto, que a reaproximação com Ciro Nogueira não
envolve como contrapartida um apoio do PT à sua campanha à reeleição para
senador. Pesquisas no Piauí não garantem a reeleição de Nogueira caso a eleição
fosse disputada hoje.

O Piauí é governado pelo petista Rafael Fonteles, que têm um índice de aprovação
à sua gestão apontada como confortável para ele garantir, em outubro, mais
quatro anos de mandato.

> “Nossa tática eleitoral no Piauí está decidida: governador Rafael à reeleição
> e ao Senado é o Marcelo e o Julio Cesar. Não vamos alterar tática eleitoral no
> Piauí de forma alguma. Isso não impede que nós possamos estar na mesma mesa
> dialogando com o PP e com o União Brasil um projeto para o país”, disse
> Edinho.

PAPEL DE ALCKMIN NA ELEIÇÃO

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou também que, na avaliação do PT, o
vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disputará neste ano o cargo que desejar.
“Se ele entender que nas eleições de 2026 o melhor papel que ele pode cumprir é
continuar na vice, nós respeitaremos”, disse Edinho Silva.

> “Nós temos pelo vice-presidente um respeito imenso. O partido tem, no ato em
> Salvador, ele só não foi mais aplaudido que o presidente Lula. Partido mostrou
> e demonstrou muito carinho pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Eu tenho dito
> que o vice-presidente será candidato ao cargo que ele quiser. E, claro, nós
> queremos apoio de todos os partidos que pertencem à base do presidente Lula”,
> disse o presidente do PT.

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