Antes de ingressar no setor privado, Dina Powell McCormick foi assessora adjunta de segurança nacional e conselheira sênior da Casa Branca durante o primeiro mandato de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ela também exerceu a função de secretária assistente de Estado no governo de George W. Bush, ampliando sua atuação nas áreas de política externa e relações internacionais. A nomeação foi publicamente celebrada por Donald Trump, que usou sua rede Truth Social para parabenizar a executiva. Na mensagem, ele afirmou que ela é uma “pessoa fantástica e extremamente talentosa”, acrescentando que serviu sua administração com “força e distinção”.
Segundo a Meta, Powell McCormick terá papel decisivo na formulação da estratégia corporativa e na execução dos planos de longo prazo da empresa. A chegada da executiva ocorre em um momento em que o grupo acelera investimentos em tecnologias de fronteira, com foco especial em inteligência artificial avançada e no desenvolvimento do que chama de “superinteligência pessoal”. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, destacou o perfil da nova presidente ao comentar a decisão. Em nota oficial, afirmou: “A experiência de Dina nos mais altos níveis das finanças globais, combinada com seus profundos relacionamentos ao redor do mundo, a torna singularmente qualificada para ajudar a Meta a conduzir esta próxima fase de crescimento”.
Além de orientar a estratégia geral da companhia, Powell McCormick também será responsável por liderar iniciativas voltadas à criação de novas parcerias estratégicas de capital e à busca de caminhos inovadores para ampliar a capacidade de investimento de longo prazo do grupo. A Meta informou que essas atribuições serão centrais diante da ambição de sustentar aportes elevados em tecnologia e infraestrutura. A executiva havia deixado o conselho de administração da Meta em dezembro, apenas oito meses após sua entrada, o que agora se revela parte de um reposicionamento mais amplo.
Em resposta, o grupo comprometeu até US$ 72 bilhões em investimentos de capital ao longo de 2025. Paralelamente, promoveu mudanças significativas em sua estrutura de pessoal e em políticas de moderação de conteúdo, medidas interpretadas como uma tentativa de reposicionamento institucional e de reconstrução de relações políticas nos Estados Unidos.



