Diogo Nogueira evolui entre a gafieira e o pagode no balanço de ‘Infinito samba’
Cantor estreia (longo) show com orquestra, bailarinos e roteiro de 52 músicas dispostas em 29 números.
Diogo Nogueira estreia na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro, o show ‘Infinito samba’, cuja turnê seguirá por outras capitais do Brasil — Foto: Lucas Teixeira / RT Fotografia / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Infinito samba
Artista: Diogo Nogueira
Data e local: 1º de março de 2026 na casa Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Infinito samba” é o show mais ambicioso de Diogo Nogueira no que diz respeito à produção. Em cena, o cantor carioca divide o palco com a própria banda, a Orquestra MPB Jazz e os bailarinos da companhia de dança do coreógrafo Leandro Azevedo em turnê que seguirá por várias capitais do Brasil após ter estreado no Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, domingo, 1º de março.
A ideia de celebrar o samba em todas as vertentes em roteiro que vai da gafieira à roda de pagode ao estilo Fundo de Quintal, passando pelo batuque seminal do samba da Bahia, pelo partido alto e pelo sambalanço, está longe de ser original. Contudo, calcado no carisma do artista junto ao público feminino e na força da voz que já em nada lembra o cantor titubeante de 20 anos atrás, Diogo Nogueira consegue prender a atenção da plateia sem se perder diante da grandiosidade da produção e sem anular o sentimento.
A emoção inclusive se impõe em cena no dueto virtual de Diogo com o pai João Nogueira (1941 – 2000) em “Espelho” (1977) e no encontro com o filho, Davi Nogueira, na sequência imediata, para dividir o canto de “Além do espelho” (1992), perpetuando a dinastia.
Diogo Nogueira estreia show com orquestra, bailarino e projeções de imagens associadas ao samba — Foto: Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Turbinado com projeções de imagens que potencializam a sensação de suntuosidade alimentada pela produção, “Infinito samba” é show longo que roça as três horas de duração e – a julgar pela apresentação que lotou a casa Vivo Rio na estreia nacional da turnê – deixa por vezes a sensação de que uma ou outra música sobra no roteiro.




