Diogo Nogueira comenta relação atual com Paolla Oliveira. “Eu falo com ela semanalmente”
Em entrevista ao DE nesta quinta-feira (5), Diogo Nogueira falou sobre os duas décadas de carreria, como enfrentou a depressão, a influência do pai João Nogueira e a homenagem que fez para Paolla Oliveira, com quem teve um relacionamento de cinco anos, em seu novo álbum “Infinito Samba”.
Diogo foi entrevistado ao vivo no DE Ouviu, o podcast e videocast de música do DE. A conversa fica disponível em vídeo e podcast no DE, no YouTube, no TikTok e nas plataformas de áudio.
Diogo Nogueira começa relembrando trajetória e projetos atuais
Diogo Nogueira começou fazendo comentando sobre as duas décadas de carreira. “A gente acaba aprendendo bastante com a vida, com as pessoas que passam na sua trajetória. Eu comecei de uma forma muito crua na gravação de um audiovisual em 2006. A partir daí minha história começa. Aprendi muito na estrada, fazendo shows”, disse.
Apesar de não gostar muito do seu primeiro álbum, intitulado “Diogo Nogueira Ao Vivo” e gravado do teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, o cantor explicou que ele serviu como um aprendizado. “Foi um dos mais vendido da minha história. É um divisor de águas. Eu sou muito grato, mesmo não curtindo muito”.
Sobre a turnê “Infinito Samba”, o cantor afirma que buscou referências internacionais para a montagem. “Fui a alguns shows da Broadway, em Nova York, para tentar trazer para o meu espetáculo e para o samba esse universo.”
Diogo contou ainda do trabalho em parceria com o diretor Rafael Dragaud, que faz a direção artística de “Infinito Samba”. “Rafael é um gênio, ele tem uma sensibilidade, que entendeu desde o início tudo aquilo que eu queria”.
Reflexão sobre depressão e influência familiar
Diogo relembra a lesão da época em que era jogador de futebol, episódio que o fez optar pela carreira de cantor.
“Eu tinha consciência que tinha uma certa idade para o futebol. Era a última cartada que estava dando. Mas não esperava que logo depois tivesse uma depressão profunda. Eu superei isso de uma forma muito bonita porque foi praticamente sozinho. Eu resolvi sair desse lugar. Cuidei de mim para estar aqui onde estou hoje”, falou.
Diogo Nogueira relembrou ainda como foi sua infância ao lado de grandes nomes do samba. “Para mim, eles eram pessoas normais. Era o tio, a tia”. Ele relembrou a relação com o pai, o sambista João Nogueira, e destaca o temperamento do músico. “Meu pai era um cara muito rígido. Ele tinha os ideais dele. Era difícil convencê-lo a mudar. De um coração imenso, um grande pai.”
Discussão sobre ascensão do pagode e vida pessoal
O cantor reflete sobre as mudanças no cenário musical com a ascensão do pagode. “O samba perdeu o espaço de estar na mídia e no mercado. Mas continua nos lugares onde ele sempre resistiu e sempre esteve: nos guetos.”
Ele citou nomes da nova geração, como Mosquito, Inácio Rios, Marina Íris. Diogo ainda comentou que próprio filho também quer seguir seus passos na música. Ele é afinado, ainda tem uma voz imatura, muito jovem. Mas acho que da forma que está estudando. Mas eu disse: Primeiro você me entrega o canudo [diploma], depois você pode fazer o que quiser da sua vida.”
O cantor ainda relembrou como que escreveu uma música para Paolla Oliveira, “Flor de Caña”. Diogo disse que escreveu durante uma viagem e organizou para que isso fosse um presente de aniversário para a atriz.
No dia do aniversário dela, eu disse que tinha um presente. Eu não comprei, eu disse. Ela ficou com olho arregalado. Foi incrível”, relembrou. Diogo Nogueira e a atriz ficaram juntos por cinco anos.
Questionando se é difícil cantar a música depois da separação, ele respondeu que não existe nenhum problema. “Eu falo com ela semanalmente. O casal não existe, mas o amor continua. Ainda me preocupo com ela. O amor se transformou em amizade”.




