Trump: diretor da Agência de Segurança Nacional é demitido nos EUA
Wendy Noble, a número dois da NSA, um poderoso serviço de escuta e ciberespionagem, também foi demitida
O diretor da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), Timothy Haugh, foi demitido na quinta-feira (3/4), de acordo com vários veículos de comunicação dos EUA, uma decisão denunciada por parlamentares democratas.
Wendy Noble, a número dois da NSA, um poderoso serviço de escuta e ciberespionagem, também foi demitida.
O chefe do Departamento de Defesa, Pete Hegseth, será investigado pelo uso do serviço de mensagens Signal após a violação de segurança envolvendo os ataques dos EUA aos Houthis no Iêmen. A inspeção no Departamento de Defesa investigará até que ponto Hegseth e outros oficiais da pasta confiam em aplicativos de mensagens comerciais em vez de ferramentas oficiais criptografadas para discutir assuntos altamente sensíveis.
Em 24 de março, a Casa Branca confirmou que um jornalista americano foi incluído por engano em um grupo de bate-papo e obteve acesso planos militares ultrassecretos, uma das maiores violações de segurança da história militar dos EUA. A investigação também avaliará “até que ponto o Secretário de Defesa e outros funcionários do departamento cumpriram as políticas e procedimentos relativos ao uso de aplicativos de mensagens comerciais para fins oficiais”, diz um memorando divulgado em 3 de abril.
“Além disso, revisaremos a conformidade com os requisitos de classificação e retenção de documentos”, disse o memorando, acrescentando que a investigação atende a uma solicitação de dois membros seniores do Comitê de Serviços Armados do Senado, um republicano e outro democrata da oposição.
O grupo de bate-papo foi criado em meados de março pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz. Segundo relatos da imprensa, ele criou cerca de 20 grupos desse tipo e também usou um e-mail privado para discutir assuntos governamentais.
Waltz teve que se desfazer de vários membros de sua equipe. Aparentemente, isso não é uma consequência direta do caso. Mas sim uma questão de lealdade, valor fundamental para Donald Trump. A decisão foi tomada um dia após a visita à Casa Branca da ativista de extrema direita e teórica da conspiração, Laura Loomer. Segundo diversas fontes, ela atacou cerca de dez pessoas da equipe de segurança nacional na frente de Donald Trump e Mike Waltz, que tentou defender seus homens em vão, o que pode ser uma indicação da fragilidade de sua posição.