Dirigente do Santos registra Boletim de Ocorrência por ameaça de torcida organizada
O dirigente de futebol do Santos, Júnior Bozzella, tomou uma medida séria ao registrar um Boletim de Ocorrência contra o presidente da torcida organizada Sangue Jovem, identificado como Rafael, por ameaça e intimidação. A situação ocorreu na chegada à Vila Belmiro, onde Bozzella foi abordado por membros da organizada, incluindo Rafael, que o coagiram e proferiram ameaças verbais. O presidente Marcelo Teixeira também foi alvo dos ataques, sendo ofendido de forma virtual.
No documento apresentado, Bozzella relata que ao chegar à Vila Belmiro para trabalhar, foi abordado por Rafael e outros membros da Sangue Jovem no portão 16. Durante a abordagem, ele foi intimidado com dedo apontado em sua direção e ouviu frases ameaçadoras como: “Vou te pegar, vou te bater, isso não vai ficar assim”. Teixeira também foi vítima das mesmas ofensas, porém de maneira virtual.
Diante da iminência de agressão física, Bozzella foi cercado pelos membros da organizada, mas conseguiu entrar no estádio sem sofrer ferimentos graças à intervenção dos seguranças do Santos. É importante ressaltar que Rafael e outros integrantes da torcida já haviam pressionado o jogador Gabigol durante sua apresentação, cobrando-lhe representatividade e compromisso com o clube.
Procurado pela reportagem do ge, Bozzella revelou que as ameaças surgiram após o clube negar transporte gratuito para a torcida no jogo da Copinha contra o Cruzeiro. Esclareceu ainda que nenhuma organizada terá benefícios desse tipo nos jogos da competição. Bozzella mantém boa relação com os torcedores organizados e é responsável por mediar o diálogo entre eles e a diretoria, tornando o ocorrido ainda mais surpreendente.
Por outro lado, Rafael, presidente da Sangue Jovem, defendeu-se das acusações afirmando que não houve ameaças, apenas uma conversa, que ele diz ter sido mal interpretada. Seu advogado, Ricardo Przygoda, ressaltou que o episódio foi um caso isolado e que a torcida continua apoiando o clube. É importante salientar que ambos os lados tiveram a oportunidade de esclarecer suas versões dos fatos.
Em nota oficial, a torcida Sangue Jovem afirmou que solicitou uma reunião com Bozzella, sem sucesso, e que a conversa na Vila Belmiro foi apenas um diálogo, sem ameaças ou agressões. O advogado da organizada reforçou que o dirigente se exaltou durante a interação e que o incidente foi superado. A situação, portanto, parece ter sido um mal-entendido que já está sendo resolvido entre as partes envolvidas.
O caso evidencia a importância da comunicação transparente e eficaz entre dirigentes, torcedores e demais envolvidos no universo do futebol. A segurança e a integridade física de todos os envolvidos devem ser prioridades, e conflitos devem ser resolvidos de forma pacífica e respeitosa. O Santos, enquanto instituição centenária e tradicional, busca manter um ambiente saudável de diálogo e apoio mútuo entre todos os seus públicos.




