‘Bonde das magras’: briga entre alunas na saída de escola em MG começou por
‘picuinha’ em rede social e críticas sobre aparência física
Segundo a PM, desentendimento entre alunas do 7º ano de uma escola municipal em
Uberlândia aconteceu por conta de críticas ao cabelo e outras características
físicas. Mãe de uma das adolescentes também se envolveu na discussão.
Mãe entra em discussão de filha na saída de escola em Uberlândia
A discussão na rua entre alunas de uma escola municipal de Uberlândia,
que terminou com a mãe de uma delas entrando na briga e rolando pelo chão com
uma das adolescentes, começou porque as alunas do 7º ano vinham trocando
críticas sobre aparência física.
Nas conversas, as adolescentes ainda comentavam sobre a existência de um grupo
chamado “Bonde das Magras” e ameaçavam iniciar uma briga por causa das
provocações.
De acordo com a Polícia Militar (PM), as duas alunas, de 12 e 14 anos,
alimentavam uma “picuinha” pelas redes sociais, onde criticavam o cabelo e o
corpo uma da outra. Os desentendimentos também aconteciam no ambiente escolar.
A confusão aconteceu na saída da Escola Municipal Professor Mário Godoy
Castanho, no Bairro Tocantins, na Zona Oeste, na quinta-feira (3). Veja o vídeo
acima.
No relato à PM, a mãe contou que estava em uma loja de ferragens com a filha
quando a outra adolescente chegou e iniciou a discussão.
No local também estavam outras estudantes e alguns adultos. No momento em que as
alunas partiram para a agressão física, a mulher entrou no meio da briga, passou
a agredir a menina e também foi agredida.
Ainda de acordo com a PM, a discussão só terminou quando outros adultos que
estavam próximos impediram que a briga continuasse. A direção da escola onde as
adolescentes estudam conduziu todas as envolvidas para a diretoria e chamou os
policiais.
As adolescentes e a mãe de uma delas receberam atendimento na Unidade de
Atendimento Integrado (UAI) do Bairro Roosevelt.
O Diário do Estado procurou a Secretaria Municipal de Educação (SME), que, por meio de nota, esclareceu que a situação ocorreu em via pública, fora do horário e ambiente escolar.
Mas, assim que a direção da escola tomou conhecimento do caso, adotou todas as
medidas cabíveis, inclusive intermediou o diálogo com os responsáveis e prestou
informações à Polícia Militar e ao Conselho Tutelar.
A Polícia Civil informou que todas as envolvidas na briga foram ouvidas pelo
delegado de plantão. As menores vão responder por ato infracional análogo a vias
de fato. Já contra as adultas foi feito Termo Circunstanciado de Ocorrência
(TCO), que ocorre em caso de crimes de menor potencial ofensivo.
O Conselho Tutelar também foi procurado para mais informações sobre o
acompanhamento das adolescentes, mas não respondeu aos questionamentos da
reportagem.