O Campo Olímpico de Golfe, originalmente construído na Barra da Tijuca para a Olimpíada de 2016, tem sido a fonte de uma disputa judicial entre a prefeitura do Rio de Janeiro e a empresa Tanedo, proprietária do terreno. A prefeitura alega que uma cláusula assinada em 2018 para o uso exclusivo do campo de golfe não vem sendo respeitada. Do outro lado da disputa está a empresa CRF Empreendimentos e Participações, responsável pela gestão do campo, que permitiu que o espaço fosse utilizado para eventos sociais, exposições de carros esportivos e até mesmo como local para queima de fogos.
Recentemente, o Campo Olímpico de Golfe tem passado por obras que visam transformar parte da área em um campo de futebol. Isso gerou ainda mais controvérsias sobre o uso do espaço e levou a prefeitura a buscar uma solução na Justiça para resolver a questão. Um termo assinado entre as partes em 2018 estabeleceu que o espaço deveria ser destinado exclusivamente ao fomento do golfe, proibindo sua utilização por terceiros. No entanto, segundo a prefeitura e a empresa proprietária, essa cláusula não está sendo respeitada pela CRF Empreendimentos.
A disputa entre a prefeitura e as empresas envolvidas no caso se estendeu aos tribunais, com a gestão da CRF sendo mantida por meio de uma liminar que está sendo contestada pelo governo municipal. Imagens que mostram possíveis irregularidades foram apresentadas no processo judicial, com a empresa Tanedo também contestando as obras do campo de futebol, alegando mudanças no traçado original e indícios de remoção de vegetação nativa.
Além das questões relacionadas ao uso indevido do espaço, há também uma investigação em andamento envolvendo Carlos Favoreto, dono da CRF, que preside o conselho da Fundação São Francisco de Assis. A fundação está sendo investigada por supostas irregularidades em contratos com o governo estadual. Tanto a prefeitura quanto a proprietária do terreno apontam possíveis infrações ambientais e ocupação irregular de área pública, buscando manter o legado olímpico do local.
A empresa responsável pela gestão do Campo Olímpico de Golfe, CRF Empreendimentos, afirma que todas as intervenções realizadas no espaço são autorizadas pelos órgãos competentes e estão de acordo com o acordo de concessão da área. As melhorias realizadas são voltadas para a manutenção, segurança e atendimento aos praticantes, mantendo o campo como referência internacional em qualidade. Por outro lado, a prefeitura do Rio informou que o prazo de cessão do terreno expirou em novembro de 2025, deixando a decisão sobre o uso do espaço para a empresa Tanedo, proprietária da área. Esta última declarou que pretende retomar o terreno e garantir que ele continue sendo utilizado como campo de golfe público.




