Negócio bilionário de ouro vira alvo de disputa entre estatal baiana e mineradoras internacionais
Companhia Baiana de Produção Mineral diz que não foi acionada em negociações e tenta anular venda de direito minerário feita por empresa canadense para chinesa.
Uma transação milionária envolvendo operações de minério de ouro na Bahia tornou-se o centro de uma disputa entre a Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM) e duas mineradoras internacionais.
De acordo com a estatal, a Equinox Gold, empresa canadense, vendeu o direito minerário que pertence ao estado para a CMOC, uma empresa chinesa, sem a participação do Governo nas negociações.
Essa transação foi anunciada no mês de janeiro deste ano, e o direito foi transferido por US$ 1,015 bilhão, o que corresponde a R$ 5,319 bilhões. As operações na Bahia estão situadas nos municípios de Santaluz e Barrocas.
Para a CBPM, essa ação configura uma ruptura contratual no que diz respeito à área de produção de ouro na Bahia. A estatal afirmou que entrará com uma ação judicial para reaver a operação da área.
Na terça-feira (3), representantes das três partes envolvidas se reuniram na sede da CBPM, localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Durante a reunião, a estatal baiana frisou a posição de não reconhecer a transferência, argumentando que a Equinox Gold é apenas arrendatária do direito minerário e não sua proprietária.
O DE entrou em contato com as duas mineradoras e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem.




