No dia 4 de agosto de 2025, a prisão de Bolsonaro foi determinada por Alexandre de Moraes, do STF, por descumprir medidas anteriores. A ação penal que investigava a tentativa de golpe ainda estava em andamento, mas outras razões levaram à prisão do ex-presidente. As cautelares impostas a Bolsonaro em julho não foram seguidas, levando Moraes a decretar sua prisão preventiva.
Bolsonaro não cumpriu o recolhimento domiciliar noturno, não respeitou a proibição de uso de redes sociais e atacou a soberania nacional. Após violar essas medidas, foi detido em sua própria casa. Em novembro, tentou romper a tornozeleira eletrônica, sendo levado à Polícia Federal. O trânsito em julgado da ação penal ocorreu dias depois, com Bolsonaro cumprindo sua pena de 27 anos e três meses.
Os apoiadores de Bolsonaro questionaram sua prisão devido a problemas de saúde. Após cirurgias para solucionar crises de soluços, ele voltou à PF e, em janeiro, chegou à Papuda. Na prisão, Bolsonaro recebeu visitas de aliados, como Flávio Bolsonaro e políticos influentes. O ex-presidente afirmou que Flávio seria seu sucessor na corrida eleitoral, mesmo que o senador tenha inicialmente considerado desistir se houvesse anistia ao pai.
Desejando a prisão domiciliar, Michelle Bolsonaro e Valdemar Costa Neto orientaram aliados a suavizar críticas ao STF. A estratégia busca convencer a Corte a conceder a medida. A carta escrita por Bolsonaro da prisão revela planos políticos, com Flávio como candidato definitivo. Mesmo atrás das grades, Bolsonaro continua sendo peça-chave no xadrez político do Brasil.




