BRASÍLIA (DF) — O Distrito Federal se destacou ao registrar o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na região Centro-Oeste durante o segundo trimestre deste ano, com uma alta de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, que representa cerca de 95% da economia da capital.
Os dados foram divulgados no Relatório de Indicadores de PIB Trimestral, desenvolvido de forma experimental pelo Núcleo de Contas Nacionais da Fundação Getúlio Vargas. Além do Distrito Federal, todos os estados da região também apresentaram crescimento, mas abaixo da média nacional, que, segundo o IBGE, foi de 0,5% no mesmo período.
Os números por setor no Distrito Federal mostram que, enquanto a agropecuária teve um crescimento significativo de 4,7%, a indústria enfrentou uma queda de 1,2%. O setor de serviços, por sua vez, avançou 3%, confirmando sua posição como motor da economia local.
No contexto regional, o crescimento total do PIB Centro-Oeste foi de 1,6%, com o setor de serviços representando 70% desse crescimento, em grande parte impulsionado pelo comércio. O desempenho econômico das Unidades da Federação é o seguinte:
- Distrito Federal: +2,9%
- Mato Grosso do Sul: +2,5%
- Mato Grosso: +0,5%
- Goiás: +0,5%
O DF contribuiu com impressionantes 57% do crescimento do PIB da região, enquanto Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás contribuíram com 23%, 10% e 9%, respectivamente. A economista Juliana Trece, coordenadora do núcleo responsável pela pesquisa, observa a importância histórica da agropecuária na região. Apesar de os serviços liderarem o crescimento, ela ressalta que o setor agropecuário continua a ter um papel relevante para o PIB do Centro-Oeste.
O levantamento também revela que, apesar da estabilidade da agropecuária na região, Goiás enfrentou uma severa queda de 5%, enquanto Mato Grosso sofreu um recuo de 0,6%. Já no setor industrial, apenas o Distrito Federal não conseguiu registrar crescimento, com outros estados mostrando resultados positivos:
- Distrito Federal: -1,2%
- Mato Grosso do Sul: +2,4%
- Mato Grosso: +3,1%
- Goiás: +3,1%
Além de ser um reflexo dos atuais desafios enfrentados, os dados mostram a resiliência de setores como os serviços na capital, apontando para um futuro otimista, mesmo diante das dificuldades da indústria. Para acompanhar as novidades e análises sobre a economia da região, siga o canal do Diário do Estado no WhatsApp.



