Com o aumento dos gastos governamentais e os juros altos, a dívida pública no Brasil segue avançando, atingindo 78,7% do PIB em 2025. O ministro Haddad aponta que o aumento da dívida está relacionado principalmente aos gastos com juros elevados, e não apenas ao déficit fiscal. Analistas concordam que os altos gastos e estímulos têm levado o Banco Central a elevar as taxas de juros como forma de conter a inflação.
A dívida bruta do setor público consolidado aumenta continuamente, chegando a R$ 10 trilhões, ou 78,7% do PIB. No final de 2024, o endividamento já estava em R$ 9 trilhões, equivalente a 76,3% do PIB. A dívida pública é vista como um indicador crítico da capacidade do país de honrar compromissos futuros, e seu aumento pode gerar riscos de calote em momentos de crise.
O crescimento da dívida pública tem colocado pressão sobre a taxa de juros brasileira, o que reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro e restringe o crescimento econômico do país. O aumento dos gastos públicos, juntamente com medidas de estímulo, como o Minha Casa Minha Vida e liberação de saques do FGTS, tem contribuído para o aumento da dívida.
Por outro lado, o governo tem buscado conter a inflação por meio da elevação da taxa básica de juros, atingindo 15% ao ano em 2025. Como a taxa Selic corrige grande parte da dívida pública, as despesas com juros do setor público chegaram a R$ 1 trilhão no ano passado, representando 7,91% do PIB.
O debate em torno do aumento da dívida pública se intensifica, com o ministro Haddad opinando que os juros altos são responsáveis pelo crescimento da dívida, enquanto analistas ressaltam os efeitos dos altos gastos do governo. A comparação internacional mostra que o endividamento brasileiro já está acima de países da Zona do Euro, exigindo medidas para conter a trajetória da dívida.
Para frear o crescimento da dívida, ajustes fiscais são necessários, envolvendo a contenção de gastos obrigatórios e a busca por resultados fiscais mais robustos. O desafio é encontrar um equilíbrio entre a política fiscal e monetária para garantir a sustentabilidade das contas públicas a longo prazo e promover o crescimento econômico. A discussão sobre reformas estruturais, como a previdência e os gastos sociais, torna-se crucial para enfrentar a questão da dívida pública no Brasil.




