Com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro atualmente preso na Polícia Federal, em Brasília, o quadro político no Acre tornou-se ainda mais fragmentado. Seus antigos eleitores e seguidores, que representaram mais de 70% dos votos no estado durante as eleições de 2022, encontram-se divididos e brigando entre eles nas redes sociais. O prefeito Bocalom, do PL, é um dos mais atacados. Segundo pesquisas realizadas ao longo do ano passado, a divisão do eleitorado bolsonarista ocorre entre três principais figuras políticas: o senador Alan Rick, do partido Republicanos; o prefeito Tião Bocalom, do PL (mesmo partido de Bolsonaro); e a vice-governadora Mailza Assis, filiada ao PP/União Brasil. Cada um desses líderes busca consolidar a base de apoio deixada pelo ex-presidente. Além dos seguidores mais tradicionais de Bolsonaro, há ainda o eleitor de centro, que se recusa a votar em candidatos da esquerda. Este grupo, embora não totalmente alinhado ao bolsonarismo, também integra o cenário de disputas pelo governo do estado, aumentando a divisão da direita.




