Documentos recentemente divulgados revelam as conexões da família real da Noruega com o financista Epstein, mesmo depois de sua condenação por crimes sexuais contra crianças em 2008. Esses registros trazem à tona a extensão dos contatos mantidos entre Epstein e integrantes da elite política e institucional do país escandinavo.
Os documentos, publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, incluem mais de 100 e-mails trocados de forma amistosa entre Epstein e a princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, em um período posterior à condenação do financista. Essas revelações despertaram um debate público sobre as implicações políticas e institucionais dessas relações.
Jeffrey Epstein, acusado em 2019 de cometer mais de 250 abusos contra meninas menores de idade, foi encontrado morto na prisão em circunstâncias oficialmente registradas como suicídio. A divulgação desses documentos suscitou questionamentos sobre a rede de influência e relações pessoais mantidas por Epstein ao longo de décadas.
Além da princesa herdeira, outros nomes proeminentes da política norueguesa, como Thorbjorn Jagland, foram mencionados nos registros. Jagland, ex-primeiro-ministro da Noruega e ex-secretário-geral do Conselho da Europa, planejou férias em uma ilha de Epstein em 2014, conforme revelado nos e-mails.
Após a liberação dos documentos, Mette-Marit pediu publicamente desculpas por ter mantido contato com Epstein, reconhecendo uma falta de discernimento em suas ações. O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, endossou essa avaliação e destacou a importância de reconhecer a falta de bom senso demonstrada.
Terje Rød-Larsen e Mona Juul, influentes figuras da diplomacia norueguesa, também foram mencionados nos documentos, com informações sobre os filhos do casal sendo beneficiários do testamento deixado por Epstein. Essas revelações aprofundaram o debate sobre os laços do financista com setores importantes da elite internacional.
O impacto político dessas conexões e a repercussão pública dessas revelações chamam a atenção para a necessidade de transparência e responsabilidade nas relações entre líderes e figuras influentes. Os documentos tornados públicos fornecem insights significativos sobre a extensão das relações de Epstein e suas possíveis ramificações no cenário internacional.




