A doença de Haff, também conhecida como “doença da urina preta”, é uma síndrome
rara que causa uma lesão muscular grave e pode levar à insuficiência renal. A
rabdomiólise é caracterizada pelo rompimento das fibras musculares, resultando na
liberação de produtos tóxicos no sangue. Os sintomas mais comuns são dor
muscular intensa, queimação, inchaço e alterações na cor da urina, que pode ficar
escura.
Os três casos confirmados no Amazonas foram registrados no município de
Itacoatiara. Além disso, a FVS informou que há nove notificações de rabdomiólise
no estado, sendo que seis ainda estão sob investigação. Segundo a Fundação, a
doença de Haff está relacionada ao consumo de determinadas espécies de peixes de
água doce, como o tambaqui e a pirapitinga, que podem estar contaminados por uma
substância tóxica ainda não identificada.
A Doença de Haff é pouco conhecida e pode ser confundida com outras condições
clínicas, o que torna o diagnóstico mais difícil. Por isso, é importante ficar atento
aos sintomas e buscar assistência médica imediatamente se houver suspeita de
rabdomiólise após o consumo de peixe. O tratamento é baseado no suporte
clínico, com hidratação e monitoramento da função renal, além do uso de medicamentos
para aliviar a dor e prevenir complicações.
A FVS orienta ainda que a população evite o consumo de peixes de água doce
adquiridos em locais não confiáveis, como feiras livres e mercados informais. Além
disso, é importante que os profissionais de saúde estejam atentos aos casos de
rabdomiólise e notifiquem as autoridades competentes quando houver suspeita da
doença. A prevenção é a melhor forma de evitar a Doença de Haff e garantir a
saúde e o bem-estar de toda a população.
Diante do aumento dos casos de rabdomiólise no Amazonas, é fundamental que as
autoridades de saúde intensifiquem as ações de vigilância e controle da doença.
Além disso, é necessário promover campanhas de conscientização sobre os riscos do
consumo de peixes contaminados e orientar a população sobre os cuidados
necessários para evitar a Doença de Haff. Com medidas efetivas de prevenção e
controle, é possível reduzir a incidência da síndrome e proteger a saúde pública de
possíveis surtos no estado.




