Saúde confirma dois casos do sorotipo 3 da dengue no Distrito Federal
O sorotipo 3 da dengue é mais grave que o tipo que circulou no DF no ano passado. Um dos casos foi transmitido dentro do DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) identificou dois casos do sorotipo 3 da dengue na capital federal. Um dos casos foi transmitido dentro do DF, ou seja, teve transmissão autoctone. O tipo 3 da dengue é considerado mais grave que o sorotipo que circulou no ano passado durante a epidemia da doença no Brasil.
As informações constam no boletim epidemiológico da própria Secretaria de Saúde, publicado nesta quinta-feira (27/2). Em 2025, até o momento, foram notificados 3,8 mil casos prováveis de dengue no DF. Nenhuma morte foi registrada; três seguem em investigação.
No mesmo período do ano passado, durante o surto da doença, o DF chegou a 136,7 mil casos e já havia registrado 208 mortes. Em todo 2024, foram mais de 400 óbitos causados pela dengue.
Procurada, a pasta apenas confirmou as infecções do sorotipo 3.
Este mês, a Saúde do DF informou que não vai seguir o protocolo do Ministério da Saúde em relação à vacinação contra a dengue. A pasta federal publicou uma nota técnica em que autoriza a ampliação do público-alvo. A medida visa utilizar todas as doses que estão próximas do vencimento e ainda estão nos estoques das secretarias estaduais ou distritais de saúde.
Com 2,7 mil infecções, veja as cidades do DF com mais casos de dengue.
Porém, segundo a secretaria do DF, as doses que estão armazenadas na rede de frios da capital federal têm validade até dezembro de 2025 e, por isso, não se enquadram na categoria de “próximas ao vencimento”.
Os meses do verão são historicamente os com mais de casos de dengue pela combinação entre temperaturas elevadas e o maior volume de chuva. O ano de 2024 foi um dos mais críticos, com 6.484.890 casos prováveis de dengue e 5.972 mortes provocadas pela doença.
O volume de casos conferiu à população a imunidade temporária à doença. Os médicos explicam que a pessoa que tem dengue desenvolve imunidade contra o sorotipo específico que causou a infecção pelo resto da vida e contra os demais tipos por um período curto, que varia de seis a oito meses.
A segunda infecção, independente do sorotipo causador, aumenta o risco do paciente desenvolver a forma grave da doença. “Não quer dizer que os outros episódios não possam ser graves: podem, mas o pior de todos é geralmente o segundo”, afirma Bandeira.