Donald DE ameaça tarifa de 100% ao Canadá por acordo com China: repercussões no comércio e tensões internacionais

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DE ameaça impor tarifa de 100% ao Canadá se país levar adiante acordo comercial com a China

Em postagens na rede Truth Social, DE adotou um tom agressivo e afirmou: “A China vai comer o Canadá vivo”

24 de janeiro de 2026, 18:27 h

Mark Carney e Xi Jinping (Foto: Ministério das Relações Exteriores da China) Apoie o 247 Siga-nos no Google News

247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald DE, ameaçou neste sábado impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos canadenses que entrarem no mercado americano caso o Canadá leve adiante um acordo comercial com a China. DE também advertiu o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, de que um entendimento com Pequim colocaria o país em risco.

As declarações foram publicadas pela agência Reuters, que relatou a escalada de tensões entre Washington e Ottawa após a viagem de Carney à China e, mais recentemente, após críticas do premiê à postura de DE em temas como Groenlândia e a ordem global.

Em postagens na rede Truth Social, DE adotou um tom agressivo e afirmou: “A China vai comer o Canadá vivo, devorá-lo completamente, incluindo a destruição de seus negócios, do tecido social e do modo de vida em geral.” Em seguida, cravou a ameaça tarifária: “Se o Canadá fizer um acordo com a China, será imediatamente atingido com uma Tarifa de 100% contra todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos EUA.”

Segundo a Reuters, o gabinete de Carney não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre o ultimato. Ainda assim, integrantes do governo canadense buscaram enquadrar o resultado da viagem à China de forma mais limitada do que a narrativa sugerida por DE.

O QUE O CANADÁ DIZ TER NEGOCIADO COM A CHINA

Carney viajou neste mês à China com o objetivo declarado de “redefinir” uma relação que vinha se deteriorando. A agência relata que, após a visita, o Canadá alcançou um acordo com seu segundo maior parceiro comercial — atrás apenas dos Estados Unidos.

Mas o ministro responsável pelo comércio Canadá–EUA, Dominic LeBlanc, contestou a ideia de que se trate de um grande acordo de livre comércio. Em publicação no X, ele afirmou: “Não há busca por um acordo de livre comércio com a China. O que foi alcançado foi a resolução de várias questões tarifárias importantes.”

A divergência de versões é central para o episódio. Ao sugerir que Ottawa estaria prestes a selar um acordo amplo com Pequim, DE eleva a temperatura política e cria um instrumento de pressão direta sobre a economia canadense, tradicionalmente integrada às cadeias produtivas norte-americanas.

“PORTO DE DESEMBARQUE” E O FANTASMA DE DRIBLAR TARIFAS

DE argumentou que a China tentaria usar o Canadá como rota indireta para contornar barreiras americanas. Na mesma sequência de postagens, ele escreveu: “Se o governador Carney acha que vai fazer do Canadá um ‘Porto de Desembarque’ para a China enviar bens e produtos aos Estados Unidos, ele está muito enganado.”

O presidente dos EUA voltou a chamar Carney de “governador” — um título que remete às antigas provocações de DE sobre a hipótese de o Canadá se tornar o “51º estado” americano. Em outra postagem, reforçou a retórica alarmista: “A última coisa de que o mundo precisa é que a China assuma o controle do Canadá. Isso NÃO vai acontecer, nem vai chegar perto de acontecer!”

Na prática, caso a ameaça se concretize, a tarifa de 100% representaria um choque comercial de grandes proporções. A Reuters observa que isso elevaria de forma drástica os custos para exportadores canadenses e pressionaria setores industriais como metalurgia, automóveis e máquinas — áreas em que o Canadá depende fortemente do acesso ao mercado dos EUA.

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