O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria feito uma declaração polêmica em 2006 ao chefe de polícia de Palm Beach na época, Michael Reiter. Segundo registros do FBI, Trump teria afirmado que “todos sabiam” dos crimes cometidos por Jeffrey Epstein. Essa informação veio à tona após a divulgação de milhões de arquivos relacionados a Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em conformidade com uma lei bipartidária.
Apesar de Trump ter alegado em várias ocasiões desconhecer as atividades criminosas de Epstein, o registro revela uma conversa telefônica entre o presidente e Reiter em julho de 2006, onde Trump teria demonstrado saber das acusações contra Epstein e teria elogiado a atuação do chefe policial em parar o criminoso. Essa revelação contradiz as declarações anteriores de Trump sobre seu relacionamento com Epstein e suscita questionamentos sobre seu conhecimento prévio dos crimes.
Além disso, o documento também destaca que Trump teria descrito Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, como “maligna” e teria mencionado ter presenciado Epstein em um ambiente com adolescentes, saindo imediatamente. A resposta oficial do Departamento de Justiça foi de que não há evidências corroboradas de que o presidente teria contatado autoridades policiais há duas décadas, enquanto a secretária de imprensa da Casa Branca afirmou que Trump foi “honesto e transparente” sobre seu relacionamento com Epstein.
Outra figura política dos EUA envolvida em questionamentos sobre sua relação com Epstein é o secretário de Comércio Howard Lutnick. Durante uma audiência no Senado, Lutnick foi interrogado sobre possíveis visitas à ilha privada de Epstein no Caribe em 2012, conforme indicado por e-mails do Departamento de Justiça. As revelações geraram pedidos de renúncia de parlamentares de ambos os partidos e colocaram Lutnick em uma situação delicada.
Paralelamente, parlamentares democratas propuseram um projeto chamado Lei da Virginia, em homenagem a Virginia Giuffre, uma das principais acusadoras de Epstein que faleceu por suicídio no ano passado. Esse projeto busca facilitar ações judiciais de vítimas adultas de tráfico sexual contra abusadores, permitindo que busquem justiça mesmo após muitos anos dos crimes. A repercussão dessas revelações e propostas legislativas mostra a extensão dos danos causados pelo escândalo de Epstein e suas conexões políticas.




