Donald Trump anunciou hoje, em Davos, a criação do chamado Conselho da Paz, uma nova estrutura internacional que visa atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa, que faz parte de um esforço diplomático mais amplo liderado pelo presidente dos Estados Unidos, já está causando controvérsias e desconfiança entre governos e especialistas em relações internacionais.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, o Conselho da Paz faz parte da segunda fase do acordo de paz mediado pelos Estados Unidos entre Israel e o grupo Hamas, e terá um caráter consultivo. A proposta é assessorar o comitê responsável pela administração provisória da Faixa de Gaza, liderado por Ali Shaath e mais 14 integrantes, cujos trabalhos tiveram início recentemente no Cairo.
O objetivo declarado do conselho é apoiar a governança eficaz e a prestação de serviços de qualidade que promovam a paz, a estabilidade e a prosperidade do povo de Gaza. No entanto, a iniciativa tem sido recebida com reservas pela comunidade internacional, levando a críticas contundentes de analistas e diplomatas que expressam preocupações, principalmente em relação ao impacto do órgão sobre o papel das Nações Unidas.
O próprio Donald Trump será o presidente inaugural do Conselho da Paz, com amplos poderes que incluem a palavra final em votações, a escolha dos países convidados e a possibilidade de revogar a participação de membros. As atribuições específicas dos sete integrantes fundadores do conselho executivo já foram anunciadas, incluindo nomes como Marco Rubio, Tony Blair e Jared Kushner.
Até o momento, 25 países já confirmaram participação no Conselho da Paz, com convites sendo enviados a cerca de 60 nações. No entanto, algumas nações já recusaram formalmente o convite, enquanto outras ainda estão avaliando a proposta. No caso do Brasil, o convite é considerado diplomática sensível, já que a posição do presidente Lula favorável à criação de um Estado palestino pode entrar em conflito com a adesão ao conselho liderado por Trump.
Por fim, a iniciativa do presidente dos Estados Unidos levanta questionamentos sobre as práticas diplomáticas tradicionais e a relevância das instituições multilaterais existentes. A criação do Conselho da Paz representa um desafio para a ordem internacional estabelecida e sinaliza uma possível mudança na forma como as questões de paz e segurança são abordadas no cenário global.




