Na manhã da última terça-feira (7), **Donald Trump** fez um ultimato para que o Irã abrisse o Estreito de Ormuz, ou ‘toda uma civilização morreria naquela noite’. Dez horas depois, no entanto, o presidente dos EUA anunciou a suspensão da ameaça após uma rodada de negociações com os iranianos.
Para especialistas em direito internacional, as ameaças, se fossem realizadas, poderiam ser crimes de guerra. A origem de Trump, porém não é na política nem na diplomacia, mas no mercado imobiliário de Nova York dos anos 70 e 80.
A conduta dele, à primeira vista contraditória, segue exatamente alguns dos padrões de negociação que o presidente dos EUA cita em seu livro “Trump: The Art of the Deal” (em português, “A Arte da Negociação”).
A Estratégia Manalista de Trump
Ao longo das mais de 400 páginas, um traço se destaca — e ajuda a explicar sua atuação no atual conflito no Oriente Médio: a estratégia de partir de exigências máximas, mirando sempre o limite mais alto possível para, a partir daí, conduzir a negociação.
Trump defende a tática de “pedir o mundo” em suas negociações, buscando vantagem mesmo após concessões. No livro, o republicano defende esse método, buscando sempre exigências máximas para garantir vantagem.
Os Desdobramentos no Oriente Médio
Mesmo com o acordo de 10 pontos mediado pelo Paquistão, a tensão entre EUA e Irã segue. Israel também intensificou ataques no sul do Líbano, resultando em mais de 250 mortos. Netanyahu afirmou que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo firmado entre Irã e EUA.
O Cessar-Fogo Rompido pelo Irã
O presidente do Irã, **Masoud Pezeshkian**, disse que o cessar-fogo com os EUA foi rompido dentro do território iraniano. Duas ilhas iranianas, as de Lavan e Siri, foram bombardeadas durante os ataques.
As tensões na região seguem, com desdobramentos que indicam uma escalada do conflito. As táticas agressivas de Trump, inspiradas em seu livro, continuam a gerar controvérsia e incerteza nos cenários diplomáticos internacionais.


